sábado, 12 de abril de 2014

Escaroupim


Salvaterra de Magos esconde um recanto de pescadores com barcos de madeira pintada, casotas coloridas e o Tejo como vista. O Escaroupim, nome caricato para um lugar peculiar, é mais bonito no verão e com a maré cheia, mas nunca desaponta. Perdido entre estradas de terra batida, salgueiros e a agitação das cegonhas  - demasiadas, a julgar pelo lastimável estado da ilhota defronte que parece sofrer com a crise da natalidade portuguesa -, este cantinho à beira rio é de uma simplicidade necessária a quem durante a semana tem o regular trânsito citadino como silêncio restrito.
Uns quartos de hora a observar a tranquilidade das águas e aperta a fome ou, somente, o desejo de petiscar. Enguias fritas, "pipis", camarões do rio, ou qualquer outra iguaria típica de ambas as margens do Tejo, proporcionam o desfecho ideal para uma tarde solarenga. 








                                 A revista Volta ao Mundo referiu o Escaroupim n'Um Segredo Chamado Tejo