terça-feira, 25 de junho de 2013

Olha, a Miranda é a tia má n'Um Mundo Sem Fim

Na verdade não é a Miranda, do Sexo e a Cidade, mas sim a Cynthia Nixon que faz agora um papel surpreendente n'Um Mundo Sem Fim. Comecei a ver recentemente, já que o AXN tem apostado numas séries históricas. Até ao momento, Um Mundo Sem Fim tem sido uma pequena desilusão. Demasiado sexo, e mais sexo e violações e cenas de perversão. Mas, fora isso, consegue relatar umas interessantes peripécias sobre o Rei Eduardo III, de Inglaterra, e a sempre tão controversa Igreja. (Se calhar devia ter visto Os Pilares da Terra primeiro, mas...). Aposto que a série não está a fazer jus aos livros do Ken Follett dado todo o reboliço em seu redor, e o tão pouco interesse demonstrado na série. 

De qualquer das formas, este post era supostamente para ser dedicado à nossa Cynthia, a eterna Miranda. Acreditam que agora faz um papel histórico e, ainda por cima, faz de má? A sério! A nossa grande Miranda é agora uma "tia do pior", mas o sarcasmo continua lá. 



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Lolita, Vladimir Nabokov

Retirada do meu instagram.
Publicado em 1955, Lolita é um marco da literatura e um livro único. Afirmo-o pois é completamente diferente daquilo que já li anteriormente, e daquilo que no futuro poderei ler - suponho. Nabovok escreveu-nos sobre um professor, Humbert Humbert, que tinha uma obsessão pedófila. A narrativa é contada na primeira pessoa, como se o próprio professor escrevesse um diário sobre as suas memórias e a sua aventura com uma pequena ninfeta, Dolores Haze - a sua Lolita. 
Para além de Nabokov se focar num assunto sério, chocante e peculiar, alerta-nos, ainda, para essa realidade. E o mais chocante não é, de facto, esse foco, mas a forma como o escritor lida e nos demonstra a história, que bem podia ser verdadeira. 
Lolita é todo ele dirigido ao leitor. O narrador, Humbert, fala com o leitor e alerta-o para certos factos. A forma crua, mas cuidada, para não ferir susceptibilidades, é brilhante e deixa-nos mais chocados, nojentos, do que se tudo fosse explicito. Isto pois, compreendemos que, se tudo tivesse realmente acontecido, o professor tinha completa noção do quão perverso, demoníaco e doente seria. 
É de génio a forma como Nabovok se conseguiu colocar na mente de um pedófilo e criou um enredo complexo (Estaria a falar de si? Do seu ego? Das suas múltiplas facetas?). Tão complexo que o leitor poderá não entender certas passagens devido a referências que remetem para outras obras literárias. 
Maurice Couturier fala de um estilo «poerótico». Uma narrativa que mistura um estilo de poesia, de escrita delicada, em que Humbert embeleza um romance fatídico, imoral, mas apaixonado, com um estilo erótico que se prende com os desejos e obsessões sexuais do professor. 
Lolita, por sua vez, é-nos retratada como uma criança com um desenvolvimento sexual pouco comum para a sua idade. Cheia de histórias das bandas desenhadas e do cinema, cheia de histórias de Hollywood. Humbert fala da jovem como se esta fosse ela própria um pecado, mas ao mesmo tempo uma criança adorável. Cheia de ícones sexuais nada adequados a uma criança, mas com atitudes de pura meninez. E se Humbert nos parece nojento, Lolita parece-nos também, muitas vezes, uma criança dissimulada. Provoca o professor, é caprichosa, mente... Contudo, não passa de uma criança. 
Olhando, actualmente, para o amadurecimento forçado que as jovens adolescentes procuram, com maquilhagem, soutiens almofadados, decotes, uma atitude demasiado adulta e a exploração sexual demasiado precoce, Lolita parece-nos um alerta. Já que quanto à pedofilia pouco podemos fazer, a não ser estar alerta, quanto às lolitas muito pode ser feito. 
Não vejo o mito de Lolita, criado por Nabovok, como algo a aspirar ou algo belo. Vejo-o como algo fatídico: mais como crianças indefesas, crianças imaturas que procuram a sexualidade e a sensualidade precoce devido aos estímulos exteriores (cinema, publicidade, revistas - todos procuram vender o sexo), e que devido a essa imaturidade e ao desejo dissimulado daqueles que as deviam proteger acabam por perder a sua infância. 
Em suma, Lolita é um livro que leva à reflexão - poderia continuar a descrever mais teorias e pensamentos até amanhã -, através da relação perversa entre um professor e uma ninfa, numa trama emocionante, poética e erótica, sem ser pornográfica. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Once Upon a Time terá mais temporadas?!

A sério? (Cliquem para informações mais detalhadas)


Adorei a primeira temporada. Estava tão viciada na trama que era capaz de ver vários episódios seguidos. Achei que a história estava muito bem feita e que dentro do género fantasia tinha sido das melhores séries dos últimos tempos. Quer dizer, quem tem cabeça para pensar em todas aquelas relações entre os contos de fadas e as personagens umas com as outras? É de mestre! Os cenários estavam muito bem feitos, a caracterização das personagens dava aquele ar de fantasia, de conto de fadas, de cor-de-rosa...

A segunda temporada desvaneceu. Começou muito bem, activa, cheia de mistério e aventura, com um bom ritmo. E foi assim até a meio da série. A última metade de episódios foi esmorecendo cada vez mais ao ponto de eu simplesmente deixar de ver. 
Agora que estou mais livre, decidi retomar e vi os últimos episódios que me faltavam. Fiquei cansada. Acho que Once Upon a Time está a chegar a um ponto de exaustão, quer dizer, já lá chegou. As histórias em flashback, no reino encantado começaram a ser cada vez mais rebuscadas. Não conseguem introduzir personagens novas porque os contos escasseiam e acabaram por empatar. E, a opção de colocar agora como vilões duas personagens que querem acabar com a magia pareceu-me... estúpido.

 É aborrecido. A Branca de Neve e o Príncipe Encantado continuam a querer fazer o bem; a Bruxa Má continua a ter o mesmo conflito interior; o Henry anda para lá e para cá; a Emma ainda não sabe muito bem como ser uma heroína, apesar de saber que tem, porventura, o papel mais importante; os novos vilões têm um caso amoroso e traem toda a gente, mas são do mundo actual e não percebem grande coisa dos contos...

Contava mesmo que esta fosse a última temporada. Não por não gostar da série ou por não querer mais, mas por julgar que o caminho que esta tomou não foi o melhor. Julguei, sinceramente, que seria cancelada. Mas não foi e o último episódio deixa-nos imensas portas abertas. Basicamente, é uma nova aventura. Por isso, tenho alguma fé. Tenho alguma esperança que nesta nova aventura inesperada a série tome, também ela, um novo rumo. Afinal, quase que podem começar a série do zero. Caso contrário... perderão uma fã. 

Once Upon a Time deverá regressar em Setembro.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sacana do Peter Pan!

 Não poderia ele apenas ter-se deixado de tretas e crescer? Não. Tinha de criar uma síndrome.

Obrigadinha, amigo. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Para hoje, é isto #11

E esta sou eu nos últimos tempos. Jeans, t-shirts, ainda rendida às all star e sempre com os livros e o computador à vista, na esperança que a motivação e a vontade de trabalhar no seminário surjam milagrosamente. Btw, as t-shirts lisas e casuais são uma das minhas grandes apostas para este verão. Não posso dizer que tenha uma de cada cor, mas dentro da minha paleta reduzida de cores, sim, tenho. São cool, frescas, possíveis de combinar com tudo e não sei porquê, mas acho que podem ficar super sensuais.