terça-feira, 21 de maio de 2013

Nostalgia do tempo

A minha vida anda tão atarefada e aborrecida de momento que é isso mesmo que sinto. Um misto de nostalgia e entusiasmo pelo que aí vem. Sou viciada no quotidiano. Um dia-a-dia que consegue misturar um pouco de trabalho - trabalho com paixão, a fazer aquilo que mais se gosta -, com o prazer retirado das coisas mais simples - ver séries uma tarde inteira, ir ao cinema ou ver um bom filme em casa, passar umas boas horas a ler um livro, sair para passear, beber café ou chá, uma noite no Bairro Alto ou no Caís a dançar. Neste momento, passo metade do meu dia a ansiar por essas coisas e outra metade a estudar. Ou seja, perco imenso tempo. É verdade. Porque nesse tempo em que, basicamente, me preparo para ir trabalhar poderia estar a ver um filme ou ler, ou mesmo estudar e trabalhar. Mas não estou. Sou uma sonhadora incurável, por mais cliché que isto possa parecer. E é isso. Ou se calhar sou mesmo só parva e perco imenso tempo a racionalizar actividades e desejos que poderia, com alguma facilidade, satisfazer. Resumindo, e concluindo, sou desorganizada com o meu tempo e perco-o em nada. Esta deveria ter sido uma das resoluções para 2013: trabalhar melhor a gestão do meu tempo. Será que ainda vou a tempo? Com tempo perdido e desperdiçado nada posso fazer, mas com o tempo ansiado posso e prometo que o vou tratar melhor. 

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