sexta-feira, 3 de maio de 2013

Like Crazy

Estava à procura dos primeiros filmes da Jennifer Lawrence e encontrei o Like Crazy. Deixei-me levar pela descrição do IMDb, se bem que a votação não era extraordinária, e com a Jennifer julguei que valeria a pena. E vale, mas deixa a desejar. 
Like Crazy pretende ser uma (pequena) odisseia visual sobre o amor e sobre a relação de Anna e Jacob. E, efectivamente, é esta a sua melhor qualidade: a fotografia, as movimentações da câmara, os planos visuais e os cenários. Mas, mesmo sabendo que este é um filme que pretende valorizar a imagem, os diálogos estão fracos, muito fracos. É normal que sejam poucos e que sejam breves, mas não considero normal que sejam pouco profundos. Parece-me que todos os diálogos são triviais. Ou seja, perde-se um pouco a relação visual com a verbal. Se a primeira é profunda, cheia de planos aproximados e zooms, a segunda é pobre, vazia, e sem grande conteúdo. Por vezes, parecia até que o filme teria resultado melhor se fosse mudo. Assim, pelo menos, os diálogos ficariam encarregues ao nosso imaginário.  Não me parece muito correcto que se procure puxar pela mente do expectador com diálogos básicos. 
Este é um daqueles filmes que teria imenso a ganhar se os diálogos triviais fossem trocados por análises profundas - e meio loucas -, sobre a vida e o quotidiano das personagens, bem ao estilo Before Sunrise e Before Sunset. 
Depois, falando sobre o desempenho dos actores, gostei da Felicity Jones. Acho que conseguiu personificar  e demonstrar realmente dedicação à personagem. Tem um visual que se adequa, e acaba por ser a miúda cool. Contudo, o Anton Yelchin não me agradou. Não sei se apenas não fui com a cara dele ou se realmente ele não encaixou no perfil que imaginei para a personagem. A Jennifer Lawrence tem um papel pequeno, mas mesmo assim consegue deixar a sua marca - caso para dizer, é a Jennifer; acho que já se pode falar assim sobre ela. 
Em suma, Like Crazy tinha tudo para ser um excelente filme, mas o descuro dos diálogos e das mensagens verbais acabou por fazer dele um filme (não mais um filme, mas 'apenas' um filme). 

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