quarta-feira, 22 de maio de 2013

The Great Gatsby

O cartaz estava por todo o lado. A Lana Del Rey cantava e encantava a cada repetição do trailer na televisão. As expectativas aumentavam, aumentavam... Se as primeiras críticas não me tivessem baixado o entusiasmo agora teria outra opinião sobre o filme, mas a verdade é que gostei bastante. 
O livro é pequeno. Facilita a adaptação ao cinema, pois não têm de ser feitos muitos cortes na narrativa. E, na verdade, o que poderia ter sido utilizado como uma vantagem para a produção, acabou por ser o problema deste filme - o único, a meu ver. Se os cortes na passagem da trama para a tela foram poucos - porque não precisam de ser muitos -, a adaptação do discurso também o foi. Como se pode fazer um filme onde o Carraway para além de ser o narrador, é também o homenzinho que sentado no sofá nos lê o livro? Pois. É óbvio que existem algumas deixas, quase intemporais, que não poderiam ser alteradas, mas não faz muito sentido produzir um filme sem alterarmos os diálogos.
A questão é que o Baz Luhrmann dedicou-se tanto, mas tanto, às outras características da produção que enfim... falhou aí. E foi uma pena, porque essa falha fez deste Gatsby um bom filme, quando poderia ter sido um excelente filme.

Mas fora isso, querem saber porque adorei o filme? Primeiro, porque adoro a história do Scott Fitzgerald. Li o livro desenfreadamente, quase sem respirar de tanto entusiasmo. O desfecho e a moral subjacente deixaram-me triste durante uma semana. Senti exactamente a mesma coisa enquanto via o filme. 
A estrutura facilita tudo isto. Ainda mais quando temos o lado narrativo, o visual e a banda sonora. 
O Luhrmann conseguiu elevar os cenário com uma banda sonora arrojada e inesperada. Pode ser um choque para os espectadores mais velhos mas, pessoalmente, para mim funcionou na perfeição. Deu-lhe um toque moderno, intemporal e ajuda a aproximar os públicos mais jovens a este clássico. 
Pode parecer tudo demasiado exagerado, extrapolado; as festas, o guarda-roupa, a música, os cenário 'cor-de-rosa da Daisy'; mas nada está feito ao acaso. E tudo isso vai desfalecendo, tal como a história se vai desenrolando e, para além de se 'perder a cor', perde-se a alegria perante o destino fatal. 


Gostava de poder odiar o Gatsby, mas não consigo. Ele não tinha escrúpulos e faz tudo pela miúda apesar de ela ser casada e ter uma filha. É sacana. Mas... Acho que todos, de uma forma ou de outra, entendemos o vazio que ele sente e sabemos que isto não foi tudo pela miúda, pela Daisy. E não o podemos censurar por procurar a felicidade e por querer regressar a esse passado onde outrora fora feliz. O DiCaprio consegue fazer-nos sentir tudo isto, com uma interpretação complicada. Se por vezes o Gabsty é um homem seguro, misterioso e elegante, por outras é uma criança tímida, um homem perdido mas esperançoso. A Carey Mulligan faz de princesinha pecaminosa com esta Daisy, também ela, perdida pela luxuria. Já o Tobey Maguire pareceu-me um pouco perdido, por vezes, mas acho que ainda o contínuo a ver na pele do Homem-Aranha, e isso não ajuda. 
Em suma, o The Great Gabsty peca pela fraca adaptação narrativa ao cinema, mas compensa com tudo o resto: cenários extravagantes, guarda-roupas de sonho, uma banda sonora carismática, e interpretações que cumprem. 


terça-feira, 21 de maio de 2013

Nostalgia do tempo

A minha vida anda tão atarefada e aborrecida de momento que é isso mesmo que sinto. Um misto de nostalgia e entusiasmo pelo que aí vem. Sou viciada no quotidiano. Um dia-a-dia que consegue misturar um pouco de trabalho - trabalho com paixão, a fazer aquilo que mais se gosta -, com o prazer retirado das coisas mais simples - ver séries uma tarde inteira, ir ao cinema ou ver um bom filme em casa, passar umas boas horas a ler um livro, sair para passear, beber café ou chá, uma noite no Bairro Alto ou no Caís a dançar. Neste momento, passo metade do meu dia a ansiar por essas coisas e outra metade a estudar. Ou seja, perco imenso tempo. É verdade. Porque nesse tempo em que, basicamente, me preparo para ir trabalhar poderia estar a ver um filme ou ler, ou mesmo estudar e trabalhar. Mas não estou. Sou uma sonhadora incurável, por mais cliché que isto possa parecer. E é isso. Ou se calhar sou mesmo só parva e perco imenso tempo a racionalizar actividades e desejos que poderia, com alguma facilidade, satisfazer. Resumindo, e concluindo, sou desorganizada com o meu tempo e perco-o em nada. Esta deveria ter sido uma das resoluções para 2013: trabalhar melhor a gestão do meu tempo. Será que ainda vou a tempo? Com tempo perdido e desperdiçado nada posso fazer, mas com o tempo ansiado posso e prometo que o vou tratar melhor. 

sábado, 11 de maio de 2013

Para hoje, é isto #10

Estou maluca com as camisolas curtas que mostram a barriga. Não precisa de ser muito, nem nada exagerado, só um bocadinho... Tenho é um receio enorme sobre quem poderá aderir a esta tendência. Quer dizer, há barrigas e barrigas; cinturas e cinturinhas.  E cheira-me que este verão todos iremos sofrer um pouco com a falta de bom senso de alguns. 
Outra das razões porque há que adorar este género de camisolas é porque ficam fantásticas quando conjugadas com saias pencil. E como adoro saias justas pelo joelho, mas não quero parecer demasiado formal, as t-shirts curtas dão-lhe um ar super citadino e fresco... e cool, vá.


Um cantinho para a leitura

Não é adorável? 
Um sitio onde se pode ler confortavelmente, cheio de luz, enquanto se aprecia uma vista agradável. 
Está na lista de requisitos para a minha futura casa. Bem, pelo menos a questão da luz - muita luz natural -, está. 


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Gostava de poder acordar e ler enquanto bebo o café.

Gostava de almoçar e sair para dar um passeio por Lisboa. Ir a jardins e a quiosques e a lojas perdidas. Gostava de voltar a casa e trazer o que a cidade me dá. Gostava de me deitar na cama, com um chá, e o sol  a entrar pela janela do quarto, e ver um filme. Um bom romance, mais um filme sobre a máfia italiana, ou um drama profundo sobre o homem.  Gostava de jantar e de ter tempo para fazer um óptimo jantar, com entrada, prato principal e sobremesa. Gostava de o acabar e beber um copo de whisky enquanto se conversa sobre o dia e sobre o que nos apetecer. Gostava de me deitar contigo, de ver séries, das boas, daquelas que valem a pena, ou das estúpidas, só porque si. Gostava de ler um livro antes de dormir. Gostava de dormir e poder repetir tudo de novo. 

sábado, 4 de maio de 2013

Há coisas que adoro #4

E adoro a Caroline até dizer chega! - ou basta, whatever. Ela é a prova de que estilo não é apenas saber conjugar peças, é sobretudo a atitude ao usa-las. Ou seja, ela é a prova de que o estilo é uma questão de atitude. E ela tem-la!  A Caroline é natural, simples, sofisticada, cool e tudo isto sem ser extravagante. Consegue trazer arrojo até às combinações mais simples, como uns jeans, um casaco e uns botins. E consegue-lo novamente aqui, com um par de jardineiras. Quebra os preconceitos campestres, e consegue um look super citadino. Olhando para ela até parece algo fácil de se fazer, mas nem sempre o é. No fundo, a Caroline ensina-nos isso: a procurar o estilo, a essência, na simplicidade. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Like Crazy

Estava à procura dos primeiros filmes da Jennifer Lawrence e encontrei o Like Crazy. Deixei-me levar pela descrição do IMDb, se bem que a votação não era extraordinária, e com a Jennifer julguei que valeria a pena. E vale, mas deixa a desejar. 
Like Crazy pretende ser uma (pequena) odisseia visual sobre o amor e sobre a relação de Anna e Jacob. E, efectivamente, é esta a sua melhor qualidade: a fotografia, as movimentações da câmara, os planos visuais e os cenários. Mas, mesmo sabendo que este é um filme que pretende valorizar a imagem, os diálogos estão fracos, muito fracos. É normal que sejam poucos e que sejam breves, mas não considero normal que sejam pouco profundos. Parece-me que todos os diálogos são triviais. Ou seja, perde-se um pouco a relação visual com a verbal. Se a primeira é profunda, cheia de planos aproximados e zooms, a segunda é pobre, vazia, e sem grande conteúdo. Por vezes, parecia até que o filme teria resultado melhor se fosse mudo. Assim, pelo menos, os diálogos ficariam encarregues ao nosso imaginário.  Não me parece muito correcto que se procure puxar pela mente do expectador com diálogos básicos. 
Este é um daqueles filmes que teria imenso a ganhar se os diálogos triviais fossem trocados por análises profundas - e meio loucas -, sobre a vida e o quotidiano das personagens, bem ao estilo Before Sunrise e Before Sunset. 
Depois, falando sobre o desempenho dos actores, gostei da Felicity Jones. Acho que conseguiu personificar  e demonstrar realmente dedicação à personagem. Tem um visual que se adequa, e acaba por ser a miúda cool. Contudo, o Anton Yelchin não me agradou. Não sei se apenas não fui com a cara dele ou se realmente ele não encaixou no perfil que imaginei para a personagem. A Jennifer Lawrence tem um papel pequeno, mas mesmo assim consegue deixar a sua marca - caso para dizer, é a Jennifer; acho que já se pode falar assim sobre ela. 
Em suma, Like Crazy tinha tudo para ser um excelente filme, mas o descuro dos diálogos e das mensagens verbais acabou por fazer dele um filme (não mais um filme, mas 'apenas' um filme).