domingo, 3 de março de 2013

The Hours





 Três mulheres, três gerações distintas, um único problema: o suicido. Não é o filme ideal para quem anda em baixo ou numa fase meio tristonha. The Hours reflecte, a meu ver, sobre a dificuldade que as horas podem ter a passar, ainda mais quando o indivíduo sente que já não pode superar o pico de felicidade que teve outrora, ou que o seu fim está próximo e apenas lhe restam uma imensidão de horas vazias para passar. 
Aquele sentimento de tristeza muitas vezes inexplicável é aqui, também, explorado. A depressão, a solidão, a tristeza e a incerteza. No foco do enredo encontra-se ainda, a dificuldade de assumir a homossexualidade nas duas primeiras gerações aqui demonstradas. É dos filmes que conheço que, não sendo inicialmente dedicado à temática, mais se foca nela.
The Hours é um filme que leva à reflexão. Desde a inquietude da escritora Virginia Woolf  - interpretada e muito bem por Nicole Kidman, aqui quase irreconhecível -, passando pelo tédio doentio de Laura Brown (Julianne Moore), e finalizando com a inquietude de Clarissa Vaughan (Meryl Streep).
Para além das temáticas que já referi há ainda um grande destaque para a SIDA, quase sempre relacionado com a homossexualidade, e que aqui acaba por não ser uma grande surpresa. 
Em suma: como uma única peça consegue ligar estas três mulheres e mudar-lhes a vida para sempre. Uma história sobre a natureza humana, sobre aquele lado negro muitas vezes submerso e escondido pela apatia ou pelo quotidiano rotineiro.   

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