quinta-feira, 7 de março de 2013

Lincoln

O que há de mais importante a analisar senão a prestação de Daniel Day-Lewis e a imagem do próprio A. Lincoln? É um filme histórico, com uma narrativa que pretende proporcionar uma alusão ao período da Guerra Civil Americana e, ao mesmo tempo, à luta pela vitória da 13ª Emenda. Um período de quatro meses aqui relatados que consistiram , também, nos seus últimos quatro meses de vida. 
Habituados a ver Lincoln como uma figura da rectidão, aqui ele surge-nos nu. Desprovido de qualquer fantasia heróica - a fantasia fica de lado, e quiçá o heroísmo  Um homem com poder, como tal se intitula, e que ao mesmo tempo sente que tão pouco pode fazer com ele; sozinho. Sem receios, Lincoln suja as mão para lutar pelo fim da escravatura. Batalha, não com uma moral intocável  mas questionável. Se é preciso compra-los para um fim melhor, que seja. - É mais ou menos esta a premissa  da sua luta. E da sua vitória. Uma vitória estratégica e não humana, como muito se poderá pensar. (Como eu ingenuamente pensava...). 
Daniel Day-Lewis surge-nos na perfeita pele de A. Lincoln. Contrariando, por exemplo, a prestação de Hopkins em Hitchcock, que exagerou e caiu na caricatura; Day-Lewis não exagerou as maneiras do presidente. Curvou um pouco as costas, tornou-se um marreco à altura, sem parecer um mostrengo desajeitado. Caprichou no jeito de falar, na calma, no discurso e nas histórias bem contadas. E é isto. É sobretudo isso. Não é um filme extraordinário, como seria de se esperar - eu esperava que me cativasse mais, mas é longo, calmo, não muito emocionante; é uma biografia. E não fossem os actores bem escolhidos, - exceptuando Joseph Gordon-Levitt, quer dizer, wtf? - os bons cenários e mais uma coisita ou outra e todos adormeceríamos a meio. (Eu estive quase, quase...) 


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