domingo, 24 de março de 2013

Sábados que dão gosto

Cá por casa o fim-de-semana - e início de uma semana de férias - foi dedicado à Cultura. Contrariando as previsões, ontem esteve um óptimo dia, solarengo e com uma temperatura agradável, o que nos proporcionou uma óptima tarde de passeio por Lisboa. Fizemos um percurso bastante simples: partimos em direcção ao Marquês de Pombal, depois seguimos para o Rato, do Rato prosseguimos em direcção ao Príncipe Real, depois Miradouro de São Pedro de Alcântara, entrámos pelo Bairro Alto e descemos até ao Chiado. O lanche foi saudável, nos Armazéns do Chiado que estavam completamente cheios, tal como as ruas. Pudemos caminhar, apanhar as fresco, ver Lisboa com olhos de quem não tem nada para fazer e de quem tem todo o tempo do mundo. O Instagram não parou! 
Com uma rápida passagem pela Feira de Livros Usados no Chiado ainda consegui comprar o Lolita, de Vladimir Nabokov, a um preço bastante acessível. 
Como se apreciar Lisboa, com a calma de um turista não fosse relaxante o suficiente para um dia, o serão foi passado com uma maratona de Senhor dos Anéis. Pela primeira vez tive a verdadeira noção de como é um bom filme, com um óptimo enredo e cheio de mensagens subentendidas. Sinceramente, acho que nunca tinha sequer visto um filme inteiro. A maratona contínua mais logo, com o segundo filme! 

quinta-feira, 21 de março de 2013

O Sócrates vai voltar? Na RTP?

Estou chocada. Incrédula! Então o homem foge para Paris, vai estudar. Foi, literalmente, corrido de Portugal, embora fosse com ambas as mãozinhas livres - e não com uma atrás e outra à frente -, e agora volta todo galante como comentador para a RTP? A única coisa que me ocorre é que o pessoal da RTP esteja a gozar com o governo. Se for por aí, eu até sou capaz de compreender. Porque se for para gozar com os portugueses estamos mal, muito mal. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Era(m) uma vez, os homens...


D. - Gostaste de Once upon a time? É tãaao fixe! 
H. - Gostar, gostei, mas... 
D. - Mas...?
H. - Não tinha imaginado assim. É demasiado moderno, até na parte da fantasia. Por exemplo, aquele, o Charming, ele é demasiado perfeito. Sempre com tudo direitinho. Na Idade Média as coisas não eram assim.
D. - H., são contos de fadas, é suposto ser perfeito. As pessoas imaginam as coisas assim... perfeitas... 
H. - Eu não imagino nada assim na minha cabeça!

Que se pode dizer? Homens...

Ps: Parabéns ao nosso Joaquim de Almeida pela participação no episódio 16, da segunda temporada!

quinta-feira, 14 de março de 2013

A Rachel Zoe está de volta!

Tenho pequenos ídolos e pessoas que admiro bastante. A Rachel é uma dessas pessoas. Era alguém como eu, como tu; uma pessoa normal, uma jovem normal que tinha um sonho, correu atrás dele, batalhou e hoje tem o seu império. Gosto disso, e gosto de 'bananaaas' e de coisas 'major' e de 'Oh my god!'. E gosto que ela seja viciada em trabalho e que tenha um estilo fenomenal. Não me importo que tenha tornado a anorexia uma coisa 'fashion'. A Rachel é algo de genuíno num mundo que nem sempre o é.  
Tudo isto para dizer que a 5ª temporada do Rachel Zoe Project já começou, e eu já vi o primeiro episódio!


quarta-feira, 13 de março de 2013

Take This Waltz

Cada vez mais adoro a Michelle Williams e o seu trabalho como actriz. É adorável e consegue transportar essa doçura para as personagens que interpreta e para os seus filmes.
Take This Waltz não tem um argumento propriamente novo, nem um enredo por aí além. Mas ganha pontos com uma fotografia excelente, que acompanha aquela juvenilidade da Michelle e do Seth Roger. Os cenários são fantásticos, cheios de cor e mobiliário que nos recorda várias décadas e géneros. Também, o guarda-roupa é bastante interessante. Michelle, aqui Margo, veste frequentemente vestidos estilo vintage, mini-saias e t-shirts, com ténis. É uma forte aposta na doçura comedida. Uma doçura que não enjoa, o que é novidade neste género de filmes. Por outro lado, a banda sonora é uma lufada de ar fresco, com músicas bastante conhecidas e divertidas. Com uma mensagem realista, Take This Waltz pretende fazer pensar sobre as relações, sobre a vida, e sobre a rotina, mas sem chatear. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Trabalhar no Seminário dá, literalmente, trabalho, mas também me leva a rever coisas como estas

Dr. Strangelove

President Merkin Muffley: [to Kissoff] Hello?... Uh... Hello D- uh hello Dimitri? Listen uh uh I can't hear too well. Do you suppose you could turn the music down just a little?... Oh-ho, that's much better... yeah... huh... yes... Fine, I can hear you now, Dimitri... Clear and plain and coming through fine... I'm coming through fine, too, eh?... Good, then... well, then, as you say, we're both coming through fine... Good... Well, it's good that you're fine and... and I'm fine... I agree with you, it's great to be fine... a-ha-ha-ha-ha... Now then, Dimitri, you know how we've always talked about the possibility of something going wrong with the Bomb... The *Bomb*, Dimitri... The *hydrogen* bomb!... Well now, what happened is... ahm... one of our base commanders, he had a sort of... well, he went a little funny in the head... you know... just a little... funny. And, ah... he went and did a silly thing... Well, I'll tell you what he did. He ordered his planes... to attack your country...

domingo, 10 de março de 2013

Soluções práticas para viciados em livros

Já aqui tínhamos falado desta solução, mas para revistas. E aqui também já tínhamos questionado o que fazer quando a minha colecção de livros se tornar demasiado vasta e o espaço demasiado pequeno. Esta parece sempre ser uma boa solução. Os livros ficam direitinhos, podemos ir busca-los sempre que quisermos, e ainda servem de apoio para colocar um candeeiro ou outra qualquer peça de arte. Por isso, se as estantes e prateleiras não chegarem, os livros que se tornem uma. 

thecoverteur


sábado, 9 de março de 2013

Gosto de paredes revestidas com tijolinhos





in my dreams home


O que me vai na cabeça?!

Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. Plataformas. 
Sapatos no geral. Trabalhar.

Hum... 

'Vamos organizar um workshop! É tão mais giro que fazer só um trabalho. Fazemos sobre isto ou sobre aquilo. Convidamos o X e o Y. Blá. Blá. Blá.'

O resultado é uma semana de trabalho intenso: fazer contactos, enviar emails, criar páginas e eventos no Facebook, fazer certificados, gerir os tempos e os temas, contactar patrocínios, tratar dos petiscos... Quando dás por ti tens pouco mais de 24 horas, tudo preparado, mas o painel de oradores não está completo. O pânico, o medo, a ansiedade apoderam-se de ti. Mas há sempre aqueles que insistem, persistem e não desistem!
Chega a hora, e com orgulho observas um painel completo. Oradores que proporcionam bons momentos, conversas interessantes e um moderador divertido. Uma plateia que faz questões, que intervém e não se limita à normal atitude de múmia.
Olhas em redor e sentes orgulho no teu grupo, nos teus colegas e no trabalho de todos.
Se tudo correu tão bem, imaginem se tivéssemos mais tempo! Pensando bem... Se calhar, não seria má ideia abrir uma agência de Organização de Eventos. Se o Jornalismo não der, podem crer que aposto! 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Lincoln

O que há de mais importante a analisar senão a prestação de Daniel Day-Lewis e a imagem do próprio A. Lincoln? É um filme histórico, com uma narrativa que pretende proporcionar uma alusão ao período da Guerra Civil Americana e, ao mesmo tempo, à luta pela vitória da 13ª Emenda. Um período de quatro meses aqui relatados que consistiram , também, nos seus últimos quatro meses de vida. 
Habituados a ver Lincoln como uma figura da rectidão, aqui ele surge-nos nu. Desprovido de qualquer fantasia heróica - a fantasia fica de lado, e quiçá o heroísmo  Um homem com poder, como tal se intitula, e que ao mesmo tempo sente que tão pouco pode fazer com ele; sozinho. Sem receios, Lincoln suja as mão para lutar pelo fim da escravatura. Batalha, não com uma moral intocável  mas questionável. Se é preciso compra-los para um fim melhor, que seja. - É mais ou menos esta a premissa  da sua luta. E da sua vitória. Uma vitória estratégica e não humana, como muito se poderá pensar. (Como eu ingenuamente pensava...). 
Daniel Day-Lewis surge-nos na perfeita pele de A. Lincoln. Contrariando, por exemplo, a prestação de Hopkins em Hitchcock, que exagerou e caiu na caricatura; Day-Lewis não exagerou as maneiras do presidente. Curvou um pouco as costas, tornou-se um marreco à altura, sem parecer um mostrengo desajeitado. Caprichou no jeito de falar, na calma, no discurso e nas histórias bem contadas. E é isto. É sobretudo isso. Não é um filme extraordinário, como seria de se esperar - eu esperava que me cativasse mais, mas é longo, calmo, não muito emocionante; é uma biografia. E não fossem os actores bem escolhidos, - exceptuando Joseph Gordon-Levitt, quer dizer, wtf? - os bons cenários e mais uma coisita ou outra e todos adormeceríamos a meio. (Eu estive quase, quase...) 


quarta-feira, 6 de março de 2013

Game of Thrones - série vs livro

Quem me acompanha sabe que sou uma viciada em Game of Thrones. Vi as duas primeiras temporadas da série com um entusiasmo tremendo. Cheguei a sonhar com as personagens. E, agora, cá em casa temos um peixinho chamado Jon Swon.
De momento, vou no terceiro livro destas Crónicas de Gelo e Fogo - o nome correcto dado à saga dos livros; Game of Thrones é apenas o nome do primeiro livro e o título da série televisiva. Após ler o primeiro livro, e ainda hoje falava sobre isto com a I., julguei que uma das maiores diferenças, tirando o facto de o livro ter muito mais detalhes, fosse o facto de ser um pouco mais comedido nas cenas sexuais. Enganei-me. Sim, os livros conseguem ser ligeiramente picantes - mas nem perto de quaisquer Sombras.
Na minha opinião, a adaptação televisiva está muito boa. Tirando um detalhe ou outro, como por exemplo, o Robb Stark no livro ser ruivo, muito ruivo, e na série nem por isso. A questão das idades é outro exemplo, se bem que esse não tinha alternativa para a adaptação televisiva. Colocar uma jovem de 13 anos a ter actividade sexual em plena televisão, a engravidar e a fazer cenas de nudez total, não seria de todo uma boa ideia. Contudo, no geral - e não sei se é por ter visto a série primeiro, e só depois começar a ler -, considero que encaixa tudo. Os rostos das personagens, as suas expressões, as roupas; As descrições espaciais e temporais; Os comportamentos e a forma de falarem...
No geral, a adaptação está mesmo bastante fiel. O próprio Martin o considera e não o poderia negar. Ninguém pode. A opção de se investir numa série e não num filme foi a correcta. Imaginam a quantidade de cenas que seriam cortadas? Muitas, muitas mesmo!

A Muralhe de Gelo@Instagram

terça-feira, 5 de março de 2013

Duas divisões extra + custos adicionais

Em conversa com a R. riamos sobre o facto de eu, muito provavelmente, precisar de duas divisões extra na minha futura casa: uma para a roupa e outra para os livros. O assunto perde piada quando começo a avaliar monetariamente a questão. Ora, pagar renda por um T0 ou por um T1 não é de todo a mesma coisa que pagar por um T3. E quando eu tiver filhos? Rezemos que sejam todos do mesmo sexo, caso contrário, um quarto para os pais, um quarto para as meninas, um quarto para os rapazes, um para os livros e outro para a roupa. Isto vai para lá do T6. Só há uma solução: H., espero que tenhas um óptimo ordenado! Não me parece que herdemos nada tão cedo. 

domingo, 3 de março de 2013

The Hours





 Três mulheres, três gerações distintas, um único problema: o suicido. Não é o filme ideal para quem anda em baixo ou numa fase meio tristonha. The Hours reflecte, a meu ver, sobre a dificuldade que as horas podem ter a passar, ainda mais quando o indivíduo sente que já não pode superar o pico de felicidade que teve outrora, ou que o seu fim está próximo e apenas lhe restam uma imensidão de horas vazias para passar. 
Aquele sentimento de tristeza muitas vezes inexplicável é aqui, também, explorado. A depressão, a solidão, a tristeza e a incerteza. No foco do enredo encontra-se ainda, a dificuldade de assumir a homossexualidade nas duas primeiras gerações aqui demonstradas. É dos filmes que conheço que, não sendo inicialmente dedicado à temática, mais se foca nela.
The Hours é um filme que leva à reflexão. Desde a inquietude da escritora Virginia Woolf  - interpretada e muito bem por Nicole Kidman, aqui quase irreconhecível -, passando pelo tédio doentio de Laura Brown (Julianne Moore), e finalizando com a inquietude de Clarissa Vaughan (Meryl Streep).
Para além das temáticas que já referi há ainda um grande destaque para a SIDA, quase sempre relacionado com a homossexualidade, e que aqui acaba por não ser uma grande surpresa. 
Em suma: como uma única peça consegue ligar estas três mulheres e mudar-lhes a vida para sempre. Uma história sobre a natureza humana, sobre aquele lado negro muitas vezes submerso e escondido pela apatia ou pelo quotidiano rotineiro.   

sábado, 2 de março de 2013

Quando me esqueço que o preto não é só uma cor segura, como é a cor dominante do meu armário


Sobre a Manif de hoje

É com imensa pena que afirmo que não estive presente. Devia ter ido. Devia ter exercido o meu direito e o meu dever! Devia ter cantado, gritado; unir-me com aqueles que tal como eu estão insatisfeitos. Mas não pude fazê-lo. Com um workshop para organizar no espaço de uma semana, por aqui, a revolução terá de esperar. Damn it!

P3