domingo, 20 de janeiro de 2013

Os Miseráveis

Li num suplemento da Sábado uma crítica que dizia algo do género "Se quer que alguém que nunca apreciou musicais os odeie, mostre-lhe Os Miseráveis". Pois bem, senhor crítico da qual não me lembro o nome - e também não faço grande questão de saber -, eu não sou fã de musicais, não sou. Os actores a cantarolar e a rodopiar não fazem muito o meu género. O único musical que posso dizer que gostei foi o Sweeney Todd, com o Depp e a Helena Bonham Carter, e gostei, acima de tudo, pelas suas prestações e pelos cenários. 
Com Os Miseráveis passou-se o mesmo. Os cenários, os guarda-roupas, as prestações dos actores, tudo isso, logo à partida me fez gostar do filme. (E dizer que gostei é pouco). Depois, existe outro aspecto que em termos de género me agradou. 
O que eu não tinha paciência nos musicais era para o facto de, apesar de as musicas serem contextualizadas, serem apenas musicas. Eles cantavam, dançavam e era apenas isso. As músicas n'Os Miseráveis são os diálogos. E, se inicialmente, esta ideia me parecia estranha, visualmente foi muito agradável. São diálogos cantados. Não apenas falados. Sentimos muito mais a emoção. A lágrima fica-nos no canto do olho. 
Isto tudo pois os campos se unem: o campo visual e o sonoro. Existe uma perfeita ligação entre o lado visual, os cenários, as prestações e as músicas. Apesar de nem todos os actores terem vozes exemplares, isso passa para um segundo plano. O importante são as letras, as palavras que mal ou bem eles cantam. 
Os Miseráveis continuam a ser uma história de compaixão, mais do que de amor ou tristeza. Uma história do sofrimento daqueles que estavam destinos a serem, apenas, miseráveis. Mas até o destino pode ser mudado. 

Ps:  Vou cantar a banda sonora até me cansar. 




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