sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Este País Não é Para Novos

Quem me conhece sabe que não podia ficar parada, por isso, criei uma página que pretende, também, ser um movimento: Este País Não é Para Novos.  

«Eles dizem que temos de emigrar. Afirmam não haver lugar para nós: licenciados, mestres e doutores. Mandam-nos emigrar. Pois bem. Se é para emigrar, se é para os melhores deixarem o seu país, que deixem. Nós deixámos! Não existe lugar para nós aqui, no país onde nascemos e crescemos? Tudo bem. Haverá lugar para nós noutro país. Outro país irá lucrar com o dinheiro que o Estado afirma ter investido
 na nossa educação. 

Eles dizem que a Troika nos ajuda e é a nossa única salvação. Eu tenho 20 anos, não devo nada a ninguém! No dia 15 de Setembro saí pela primeira vez para me manifestar e durante todo o tempo contive as minhas lágrimas. Lágrimas de dor, de desespero, de medo e de saudade. 


Eles dizem que temos de emigrar, que não têm lugar para nós. Pois bem, nós vamos. Se o meu país não tem lugar para mim, eu vou. Mas digo, convictamente: Devia ter! Eu nasci, estudei, fui criada aqui. Investi e invisto em mim todos os dias e quero realizar os meus sonhos aqui, em Portugal, em Lisboa. Mas se não é possível, eu vou. Vou para onde precisarem de mim, farei a minha vida conforme não planeie mas conforme o meu país me obrigou a fazer. E aviso já, não enviarei remessas para cá! Não passarei férias no ‘Allgarve’. E os meus pais que me visitem, ou venham passar a reforma comigo, pois com nem mais um tosto contribuirei para a economia deste país que me quer ver pelas costas. 


Eles dizem que temos de emigrar. Pois emigre toda a gente! Há-de chegar o dia em que nem uma empregada para lhes limpar a casa de banho terão. Há-de chegar o dia em que as empresas dos amigos não terão funcionários eficientes. Há-de chegar o dia em que se governarão uns aos outros e cairão no buraco que eles próprios criaram. Repito: Tenho 20 anos e não devo nada a ninguém! E os meus pais também não. 


Não quero saber de partidarismos, nem de outros movimentos, quero apenas afirmar que se este país não tem lugar para mim, para nós, eu vou e vocês também virão, eventualmente. 


Se ESTE PAÍS NÃO É PARA NOVOS, também não o será para ninguém. Por isso, que comece o luto!»

Divulguem a página. Coloquem a frase pelas vossas janelas e varandas. Vamos tornar Lisboa, e todas as cidades portuguesas. uma mostra de descontentamento. 




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