sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Híbrido e estiloso

Não precisei das aulas de Teorias da Cultura para saber que hoje em dia os estilos de homens e mulheres se misturam e confundem. Basta viajar por aqui, pela blogosfera, pelo tumblr, etc, etc. Mas nem por isso a aula foi menos interessante, ou me fez pensar menos (ou mais) sobre o assunto. Apenas me fez depreender que é, efectivamente, uma questão interessante. Mas pronto, isto são peanuts, ou seja, não interessa para nada, a não ser para vos fazer uma ligeira contextualização. 
Ora bem, o relevante é isto: andava eu nas minhas voltinhas habituais pela lista de blogues que sigo e eis que chego ao Tony Stone in Black.  Ele tem imensa pinta e é dos pouquíssimo blogues produzidos por homens  que sigo - as meninas irão perceber o porquê, e alguns rapazes também. A questão é que cheguei a esta fotografia, e pensei "Olha, da cintura para baixo podia ser eu! E tenho um chapéu igual". E lá me lembrei da aula sobre o homem híbrido e as 'confusões' de identidade e blá, blá, blá

hotoshoot by Pauline Darley for BlackXS event with Ellie Goulding.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

E por falar em fantasia, vejam só quem saiu do armário

Entro na velha papelaria e a senhora diz-me de imediato: "Ai menina, está tanto frio para vestir essas coisas". A respostas também foi imediata: "Nunca está demasiado frio para estarmos bonitas". Ela sorriu e perguntou "Tabaco?" - "Sim, e por hoje é só." 


domingo, 25 de novembro de 2012

O mundo da fantasia

Tem piada. Quando era miúda, não ligava muito a essas coisas do 'mundo encantado'. Das estórias encantadas, dos príncipes e princesas. Sempre fui uma criança muito racional, e talvez demasiado madura para a idade. Agora tenho 20 anos e rendo-me à fantasia. Às estórias de encantar, ao mundo criativo e imaginário. Começou com o Star Wars, depois com Game of Thrones, seguiu-se The Hunger Games, com outros filmes e outras estorietas pelo meio. Hoje sinto que necessito desse mundo fantasioso e criativo. Desse mundo que não existe, mas que todos gostávamos que existisse, de uma forma ou de outra. 
Hoje, com 20 anos, entendo que eles são o nosso escape. O melhor escape de todos. E compreendi-o com Once upon a time, a realidade é debatida com a ficção e esse tal mundo encantando, de príncipes e princesas, personagens imaginárias e mundos sonhados. Não deixa de ser curioso que tudo isso aconteça - a minha necessidade de me ligar à ficção, ao imaginário -, por via das séries, dos filmes, dos livros. Às vezes penso que perdi imenso em criança, ao não me ligar muito com este lado. Outras vezes penso que é, era, apenas uma característica minha que fez de mim aquilo que sou hoje: uma pessoa directa, sem papas na língua, crua (demasiado crua, por vezes) e racional (demasiado, por vezes). 
Hoje penso: 'Talvez me devesse apenas deixar levar. Entregar a esses sonhos e fantasias'. Mas, por outro lado, sinto que o meu 'castelo' desabou. Contudo, imagino a minha vida e o meu destino pelo correrio de meia dúzia de personagens que sempre ouvi na minha infância, mas com as quais nunca criei laços. Crio-os agora. E.. deixo-me levar, por aquele que parece ser um mundo de sonhos, bem mais apetecível que o mundo real, aqui tão perto. Por ele, e por uma garrafa meio cheia, ou meio vazia, de whisky. Parece que tenho de começar a apanhar as pedrinhas de novo; construir uma nova fortaleza; um novo castelo, repleto de novos sonhos e ideias. A vida não pode ser apenas isto, certo? Tenho de encontrar o 'mais', o 'para além de', nem que seja a ver episódios de Once upon a time








quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O Estado da Arte e eu...

Eu e o Estado da Arte... Pá, nunca haveremos de nos entender. Eu gostava imenso que pudéssemos ser amigos, mas porque raio têm de existir tantos autores, com tantas teses, ensaios e teorias?! E porque raio tenho eu de os conhecer a todos? E de os citar e de os referenciar... Pois, eu sei. É por causa do plágio. Mas eu não quero plagiar ninguém! Fiquem lá com os vossos lucros, eu só queria ter um pouquinho menos de trabalho. Ok. sou mesmo 'tuga. Vou-me calar e vou mas é continuar a minha tese. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Há coisas que adoro #3

Saia pencil (?) com All Star. Parece que em  Nova Iorque existem moças que me entendem. Nada como a sensualidade de uma saia justa pelo joelho, com a confortabilidade de um bom par de ténis. 

thesartorialist.com


domingo, 11 de novembro de 2012

Once upon a time - O que é que eu fui fazer?

Pois. Fui-me viciar em mais uma série. Mad Men só para o próximo ano, Game of Thrones igual, Girl também, e entretanto andava a ressacar de uma boa dose de fantasia. Comprei o primeiro livro da saga Game of Thrones - até para ir relembrando alguns pormenores para quando a 3ª temporada sair -, mas mesmo assim, sentia falta de uma boa série. Toda a gente andava a falar da Once upon a time. Comecei a ficar mesmo, mesmo curiosa. Fui ver o trailer, senti arrepios de emoção. Então pronto, lá me decidi a sacar a série (ups, eu sei), saquei a 1ª temporada toda, algo me dizia que era a melhor opção. 
Acabei de ver o primeiro episódio e confirmo: ainda bem que saquei logo a série toda, porque vou mesmo ficar viciada nela. Prometo fazer uma crítica mais aprofundada quando for mais adiante na série! Até lá, apenas posso garantir que, pelo primeiro episódio, vale a pena! 





Sobre a Margiela para a H&M

Gostei imenso da colecção. Sou muito magrinha, por isso, adoro as tendências oversize. Não me vou alongar muito na discussão da colecção e das tendências, (deixo isso para outro tipo de blogue), apenas quero dizer que, pelo meio de toda a colecção, houve uma pequena coisinha que me saltou, imediatamente, à vista...


Não é lindo de morrer?! 




sábado, 10 de novembro de 2012

Ver a série, e só depois ler o livro

É uma experiência um tanto ou quanto estranha! Mas eu devorei a série toda de Game of Thrones, e como a nova temporada só saí em Março (i guess), já vos expliquei, decidi comprar o livro e lê-los todos, pronto. O livro está super bem escrito e as semelhanças com a série são mesmo assustadoras! (Daí eles - os autores/realizadores -, afirmarem que a série terá umas 10 temporadas). Obviamente que o livro tem imensos detalhes e pormenores, mas eles encontram-se na série, de uma forma ou de outra. E a reprodução dos diálogos está muito semelhante. A adaptação é, portanto, uma das melhores dos últimos tempos. Claro que algumas partes estão meio diferentes, mas reafirmo, a série traduz quase, quase, quase, literal e integramente o livro. Tem sido um prazer rever toda aquela história fantástica, com os seus rostos e cenários em mente. 
Ontem, dei por mim a rir sozinha no comboio de volta a casa, enquanto lia uma das deliciosas deixas do Duende e o imaginava diante dos meus olhos a dizê-la. Quando levantei a cabeça, o senhor que estava sentado à minha frente olhava-me com estranha curiosidade (ahah). É claramente um livro e uma estória que nos possui e nos deixa completamente embrenhados pelas suas tramas. Sempre um prazer! 

sábado, 3 de novembro de 2012

Mad Men - o fim, por agora

Acabei, finalmente, de ver todas as temporadas disponíveis de Mad Men. Eu sei, demorei uma eternidade, mas Game of Thrones e Girls meteram-se pelo meio, tal como uns quantos filmes. Agora é esperar pela 6ª temporada que, fazendo spoiler, parece ir dar um saltinho pelos 'Havaís'.  
É aguardar para ver! Mas confesso que o episódio final da temporada me deixou logo com a pulga atrás da orelha, sacanas.

Happy B-day Anna

No dia em que Anna Wintour celebra-se o seu 63º aniversário - caramba, que já são tantos anos-, relembro a peça que escrevi sobre o seu documentário The September Issue, aqui, no desacordo

Parabéns Anna! Continuas linda. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Este País Não é Para Novos

Quem me conhece sabe que não podia ficar parada, por isso, criei uma página que pretende, também, ser um movimento: Este País Não é Para Novos.  

«Eles dizem que temos de emigrar. Afirmam não haver lugar para nós: licenciados, mestres e doutores. Mandam-nos emigrar. Pois bem. Se é para emigrar, se é para os melhores deixarem o seu país, que deixem. Nós deixámos! Não existe lugar para nós aqui, no país onde nascemos e crescemos? Tudo bem. Haverá lugar para nós noutro país. Outro país irá lucrar com o dinheiro que o Estado afirma ter investido
 na nossa educação. 

Eles dizem que a Troika nos ajuda e é a nossa única salvação. Eu tenho 20 anos, não devo nada a ninguém! No dia 15 de Setembro saí pela primeira vez para me manifestar e durante todo o tempo contive as minhas lágrimas. Lágrimas de dor, de desespero, de medo e de saudade. 


Eles dizem que temos de emigrar, que não têm lugar para nós. Pois bem, nós vamos. Se o meu país não tem lugar para mim, eu vou. Mas digo, convictamente: Devia ter! Eu nasci, estudei, fui criada aqui. Investi e invisto em mim todos os dias e quero realizar os meus sonhos aqui, em Portugal, em Lisboa. Mas se não é possível, eu vou. Vou para onde precisarem de mim, farei a minha vida conforme não planeie mas conforme o meu país me obrigou a fazer. E aviso já, não enviarei remessas para cá! Não passarei férias no ‘Allgarve’. E os meus pais que me visitem, ou venham passar a reforma comigo, pois com nem mais um tosto contribuirei para a economia deste país que me quer ver pelas costas. 


Eles dizem que temos de emigrar. Pois emigre toda a gente! Há-de chegar o dia em que nem uma empregada para lhes limpar a casa de banho terão. Há-de chegar o dia em que as empresas dos amigos não terão funcionários eficientes. Há-de chegar o dia em que se governarão uns aos outros e cairão no buraco que eles próprios criaram. Repito: Tenho 20 anos e não devo nada a ninguém! E os meus pais também não. 


Não quero saber de partidarismos, nem de outros movimentos, quero apenas afirmar que se este país não tem lugar para mim, para nós, eu vou e vocês também virão, eventualmente. 


Se ESTE PAÍS NÃO É PARA NOVOS, também não o será para ninguém. Por isso, que comece o luto!»

Divulguem a página. Coloquem a frase pelas vossas janelas e varandas. Vamos tornar Lisboa, e todas as cidades portuguesas. uma mostra de descontentamento.