domingo, 21 de outubro de 2012

Cenjor, parte I: Rádio

Não sei se sabem o que é o Cenjor, mas para estudantes de Comunicação e/ou Jornalismo é uma espécie de 'galinha de ovos dourados'. Por outras palavras, o Cenjor é o Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas. É um centro, onde o dinheiro é escasso mas o potencial é imenso e é, por isso, visto como 'O' centro. (Para além dos cursos serem tipo, caríssimos). 
Esta semana, graças a um miminho da minha faculdade que possuí um protocolo com o centro, tive a minha primeira experiência jornalística na área da Rádio. Nunca tinha feito nada relacionado com Rádio, programação, escrita, nada... Absolutamente, nada. A minha única ligação com a Rádio passa por uma adolescência com a CidadeFM, então Rádio Cidade e, actualmente, com a M80, Comercial e Antena 3. 
Pois bem, esta semana, treinei um pouco de programação. Aprendi por alto a editar som, sabendo os truques para que este não pareça editado. Honestamente, não é a minha praia. Não me peçam para editar e mexer em programas 'complicados'. Eu e as tecnologias temos uma relação o mais básica possível.
Agora, quando chegámos à parte da escrita radiofónica, enfim... deliciei-me, não é. Mas é super complicado! Eu estou habituada a escrever para imprensa. A pôr pozinhos de perlimpimpim, palhinha aqui, palhinha acolá - e por isto tudo entenda-se: embelezar o texto, de forma a torna-lo mais atractivo para o leitor. Na Rádio as coisas são bem diferentes. Temos de escrever as peças com 15/20 segundos. E o pior: temos de escreve-las como se fossem ditas, porque, na verdade, elas não vão ser lidas, vão ser ditas. Existe uma grande distância entre a escrita e a oralidade, e a escrita radiofónica alerta-nos para esse facto. 
Amanhã espera-me mais um dia de Cenjor. Desta vez, vamos brincar com o som, ou seja, vou descobrir se tenho voz ou não para a Rádio. Pessoalmente, acho que os meus colegas devem fugir. Mas... Anyway, desejem-me sorte! 

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