segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Mãe, a crítica

Acabei recentemente de ler o livro A Mãe. Já vos tinha falado sobre ele, mas agora gostaria de fazer mais umas declarações em tom de crítica e análise. Em primeiro lugar, faz todo o sentido que a obra seja vista como um clássico da literatura e, esse facto, deve-se à intemporalidade da obra. Escrito no início do século XX, referia-se aos problemas sociais e políticos no período anterior à Revolução Russa de 1917, com a queda do Czar e tudo mais. Ou seja, a obra fala-nos sobre a luta do povo pela liberdade, pela igualdade, pela fraternidade. O livro foi escrito em 1907, salvo o erro, por isso, antes da revolução. Não nos relata a revolução, relata-nos o sofrimento do povo e a sua luta. Relata-nos o acordar das consciências. 
Qualquer pessoa que lesse este livro no período salazarista iria ficar inspirado, da mesma forma que qualquer pessoa que o leia agora se iria sentir inspirado. Passaram 100 anos e os problemas continuam a ser os mesmos, a luta continua a ser a mesma, apesar das pequenas e grandes diferenças e mudanças sociais e políticas ocorridas. 
Outra das questões interessantes na leitura da obra é a possibilidade de se compreenderem alguns aspectos da cultura russa, alguns dos seus hábitos e costumes, bem como, a relação das línguas russa vs portuguesa. 
Em termos de escrita, a obra é bastante simples. Encontra-se numa linguagem bastante fácil de entender, fluída e apesar da utilização de expressões russas é bastante fácil interpreta-las.  

Recomendo
(Convém afirmar que, como qualquer obra Clássica, as estórias fluem suavemente e não são sofucantemente entusiasmantes) 

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