quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O pior dos melhores amigos

Ás vezes estamos tão focados em ver as coisas más que não conseguimos ver as boas. É aqui que um cigarro entra. São aqueles minutinhos em que apreciamos a fluidez do fumo pelo ar, enquanto sai de nossa boca ou nariz. Enquanto o vento bate na ponta e nos rouba mais uns bafos. Aquele instante em que respiramos fundo e pensamos "Não!" e tudo dá a volta. Algumas pessoas conseguem fazê-lo sem ajuda deste amigo milagroso. Eu não consigo. Quer dizer, por vezes consigo, mas é-me bem mais difícil. Ele não nos deixa sozinhos, acalma a nossa mente, e relembra-nos que tal como o temos a ele, temos mais coisas. Coisas ou pessoas, depende da situação. Esta é uma ode ao pior amigo do mundo, o que não deixa de ser... irónico?! Falo das qualidades e do bem que me faz algo que, ao mesmo tempo, me mata. E pergunto, se tudo na vida não será assim. Não literalmente, claro, mas, no fundo.  Bem... Isso não interessa! Porque hoje, só hoje, faço uma ode ao pior melhor amigo. Feliz que sou, por o pior dos meus melhores amigos não ser de carne e osso. 

4 comentários:

  1. Também sou bastante magrinha como já deves ter reparado mas há coisas das quais já nao podemos escapar eheh Gostei da forma como escreveste sobre este "amiguinho", é definitivamente um pequeno ritual para alguns e de certa forma reconfortante.

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    1. Obrigada :)
      Sim, já reparei, pelas fotografias que partilhas. Eu passei por uma fase onde toda a gente me chateava com a magreza. Então comecei a vestir camisolas largas, estilo boyfriend. Agora para começar novamente a vestir peças mais justas, ou que expõem mais o peito, é uma crise ahah

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  2. :) adoro!! ahah tão verdade...E eu não fumo, mas aplico esta ode a outros tantos "amiguinhos" nocivos mas reconfortantes que me acompanham. Vícios.

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    1. Eu ainda tenho mais uns "amiguinhos" ahah Não me fazem é tão mal...

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