quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mad Men

Mad Men. Apanhei claramente o gosto pelas séries, mas muitas vezes vê-se um episódio aqui e outro acolá. Já conhecia Mad Men, já tinha visto uns episódios perdidos, mas nunca consegui acompanhar. A sugestão de uma amiga decidi começar a ver do zero. 

Os primeiros episódios não são muito cativantes, não fosse o facto de eu estudar Comunicação e de o guarda-roupa ser muito bem conseguido, e talvez eu tivesse desistido. 
Mas, a pouco e pouco as personagens começam a revelar-se, a história vai-se desenrolando e, na nossa cabeça, uma imensidão de hipóteses vão sendo formuladas. 

Até agora, o lado positivo da série passa, pelo guarda-roupa, como já disse, pelo conceito da série - a época, as analogias históricas, os hábitos e costumes, o Marketing e a Publicidade -, e pela tentativa de perceber aquele homem misterioso: Don Draper. 

Até agora, apenas o consigo descrever como um homem que tem tudo: o emprego ideal, a família perfeita, uma mulher bela e dedicada, dois filhos fantásticos, respeito, prestígio, mas... 
E é esse "mas" que me cativa. Efectivamente ele tem tudo isto - o que num caso normal seria caso de sucesso, de alegria e de satisfação pessoal -, mas neste caso não o é. 
Don não é feliz, não é satisfeito, é pragmático. Não se sente realizado e compete constantemente consigo e com o mundo para ser o melhor dos publicitários. 

Os problemas podem surgir do facto de a série ser um pouco melancólica, em jeito do próprio Don. É preciso gosto e dedicação para a ver. Sim, porque muitas vezes os episódios são meio parados, sem grande vivacidade. Mas para quem gosta de esperar pelo fim para chegar à melhor parte - em tom de Blow-up-, Mad Men recomenda-se! 


A drama about one of New York's most prestigious ad agencies at the beginning of the 1960s, focusing on one of the firm's most mysterious but extremely talented ad executives, Donald Draper.



domingo, 27 de maio de 2012

Dolce & Corleone

Uma marca que se preze remonta e representa as suas origens. Assim fez Dolce&Gabbana para a colecção Primavera-Verão deste ano. 
A marca italiana inspirou-se na essência do estilo italiano e o resultado está à vista. 
Para alguém como eu, (que adora cinema europeu e tudo o que o representa), olhar para esta campanha e não pensar em filmes como The Godfather ou Goodfellas, ou mesmo em Fellini, seria impossível. 






The Godfather
Goodfellas
La Ragazza con la vagilia

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Game of Thrones

Gosto de ver séries. É uma forma óptima de passar o tempo e de estimular a criatividade igualmente - sim, porque quando a série é boa, a nossa cabeça não pára. 
Por isso, acabei por ficar fã - e viciada -, em Game of Thrones.
Vi a 1.ª temporada num ápice, episódios atrás de episódios. Chegaram a ser 3 de seguida! 
Quando acabei de ver a 1ª temporada, já tinha a segunda à minha espera. Só parei agora por falta de mais episódios. 

Acho que aquilo que me fez ficar tão agarrada à série foi, em primeiro lugar, o fim dos episódios ser sempre em aberto. Devia ser proibido! Agora a sério. São imensas histórias e famílias que se cruzam e "descruzam".Os actos de uns influenciam os outros. Sete reinos que vivem interligados e respeitando-se mas com sede pelo poder. Uma muralha que separa dois mundos e vários mistérios. E uma princesa que (quase) ninguém sabe estar viva, luta para reivindicar o seu trono. Enfim...

Uma das melhores coisas que esta série tem é saber aliar a vertente realista com o lado fantasioso. 
É algo difícil de se fazer porque, ou se é uma série realista, ou apenas se consegue olhar para ela como sendo ficcional.
Com o Game of Thrones as coisas já não são assim tão lineares. 
Temos lados completamente fantasiosos, toda a história é ficcional, mas é realista. 
A credibilidade dos papeis e das situações, com uma pitada de humor negro pelo meio, um bom enredo e uma boa trama, levam-nos a, mesmo sabendo que é tudo ficcional, aceitar e entrar naquele clima fantástico. 

Encontrei umas imagens divertidas sobre as personagens que andam a circular pelo tumblr
Deixo também a storyline da série para os que ainda não viram. 


Seven noble families fight for control of the mythical land of Westeros.

Por Grant Gould

Jon Snow and Ghost por DangerousDay
Princess Arya Stark Por Juan Snow
Tyrion Slapping Joffrey por Lauren M.

Rosa que não choca


O cor-de-rosa não é de todo das minhas cores preferidas. Quem me conhece sabe-lo. Acho que não tenho uma única peça de roupa nesta cor. 
Mas há uma coisa em cor-de-rosa que me agrada e me derrete: o cabelo. 


Primeiro vi aquela peruca da Natalie Portman no Closer. Depois veio a peruca cor-de-rosa da Scarlett Johansson no Lost in Translation. E, por fim, veio a moda do cabelo cor-de-rosa. 

Se uma maria-rapaz como eu não consegue resistir, quem consegue? 

Natalie

Scarlett
Angelina Jolie

Charlotte Free
















quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cheira bem, cheira a MUDE

O Ideias para Lisboa arrancou ontem, na data de aniversário do MUDE, que celebrou o seu 3.º ano de vida. Escrevi uma peça sobre a nova programação e sobre esta iniciativa no desacordo, vejam aqui


Deixo algumas fotografias tiradas pelo Diário de Lisboa - The Lisbon Diary









Sofia Coppola e as Virgens

Conhecia Coppola mas de o Godfather. Francis Ford Coppola. Mais recentemente fiquei a conhecer as suas filhas, Sofia e Gia. Apesar de Sofia, que também fez trabalhos como actriz, na verdade, não ser lá grande actriz, como cineasta, damn! O primeiro filme que vi dela foi o Marie Antoinette e gostei, apesar de não adorar - é demasiado cor-de-rosa. 
Depois o meu namorado recomendou-me o Lost in Translation, é, simplesmente, do outro mundo. E, para ajudar às já suas boas qualidades de realizadora, esta tem um óptimo sentido, e gosto, para escolher as bandas sonoras para as suas obras. 

Mas foi com The Virgin Suicides que esta senhora me arrebatou completamente. 
Confesso que sou uma adoradora do espírito americano, da cultura, das tradições, daquele aspecto visual transmitido nos filmes. Sofia não o poderia ter feito melhor. Ainda mais ao som de Air
É uma história tão intensa, tão real, tão alucinada ao mesmo tempo, mas acima de tudo tão americana. 
A escolha das actrizes também não poderia ter sido melhor: Kirsten Dunst, aquela actriz "loirinha" de ar angelical mas que consegue sempre deixar-me encantada com tamanho charme, não perdoou neste filme, apesar da sua tenra idade. 

O próximo de Sofia Coppola será o Somewhere, já ando de olho!
Até lá, deixo-vos a storyline de The Virgin Suicides:


A group of male friends become obsessed with a group of mysterious sisters who are sheltered by their strict, religious parents after one of them commits suicide.



Giorgia Tordini


Conheci hoje esta senhora por acaso. Daquelas coisas que acontecem quando se vagueia pela Internet.
Fiquei apaixonada. É simples, sofisticada e a prova de que não precisamos de usar sempre saltos para estarmos fantásticas.