sábado, 29 de dezembro de 2012

Planos para 2013

Espero mesmo que sejas bom para mim e que me permitas fazer/melhorar/alterar todas estas coisas!
  1. Ler mais. (Talvez seja difícil bater o recorde deste ano, mas vais esforçar-te para, pelo menos, o manteres)
  2. Ver mais filmes e mais séries. (Vais começar o ano em grande, revendo o 'Sexo e a Cidade', depois vais esperar que saiam as novas temporadas das séries todas que gostas e vai 'papa-las' a todas. Plus, não te esqueças de ver imeeeensos filmes)
  3. Ouvir mais música. (Pronto, são os três básicos)
  4. Ir a concertos. (Vais poupar uns trocos e voltar a ir aos Festivais, também convém que despaches logo a faculdade cedinho)
  5. Dançar mais. (Já que fazer desporto não é uma coisa que aprecies, vais começar a dançar mais. Sair à noite, ou curtir um bom som em casa, enquanto abanas o capacete ou as ancas...)
  6. Escrever mais. (Pois, esta é crucial)
  7. Dedicar-me mais à faculdade mas leva-la menos a sério. E trabalhar mais! (Parece uma contradição, mas não o vejo como tal. Precisas de estudar mais, de te dedicar só um pouco mais, mas não tens de te chatear se não conseguires. E depois tens de te dedicar a sério aos teus projectos)
  8. Comer mais. (Esta também é crucial. Não precisas de comer até explodir, mas...)
  9. Comprar coisas giras para a minha futura casa. (Sim, vai-te perder pelas lojas de decoração e etc)
Não me lembro de muito mais coisas. Pronto, isto é o essencial. Agora, é só preparar o pé direito...

Imagem aqui

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Considerações (quase) finais

Foi um ano difícil. Talvez dos mais difíceis que me lembro. Ainda tenho o projecto da faculdade em mãos, eu, que sempre fui super atinada e pontual, deixei-o para entrega em tempo de exames. Parece mentira, mas é verdade. E o pior, ou o melhor, depende, é que não me ralo nem um pouco com isso. 
O ano está quase a acabar, e sim, espero que o próximo seja melhor - não esperamos sempre? -, mas não me despeço deste sem lições ou coisas boas. Aprendi a não dar tanta importância à vida. Se é bom ou mau, não sei, mas a mim faz-me bem; Aprendi a viver um dia de cada vez; A sonhar um pouco menos e a desejar com menor fulgor - isto sei que é ligeiramente mau. 
Acho que saio deste ano mais realista. Talvez mais adulta. Pelo menos assim gosto de o pensar. Não faz sentido retrocedermos, certo?  Aprendi com os meus erros e com as atitudes correctas, mas mais com os meus erros, como habitualmente. 
Poderia continuar, com as lições e as coisas boas, ou más, deste ano, mas não vale a pena. Só espero que o próximo seja melhor, que me permita crescer ainda mais, aprender mais, conhecer-me mais. Prometo fazer um post com os desejos para o novo ano. Sim, tenho uma lista em construção mental de coisas que quero melhorar no próximo ano, ou que espero puder fazer. Quer dizer, que pretendo fazer! 
Enfim... Para finalizar este post em beleza, só tenho a dizer que o Natal foi mais fraquinho que o normal, mas isso não importa quando a Chanel entra ao barulho. Estou eu aqui a desejar um ano melhor, caramba, com Chanel, agora em batom também, tudo será melhor! ;) 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Aquele momento em que pensas...

"Já está mesmo tudo feito? A sério?" e durante uns segundos respiras fundo. Ficas aliviado. Pensas que o esforço valeu a pena. Mas depois lembraste "Bolas, ainda falta a conferência de quarta e um exame em Janeiro". E voltas aos pensamentos de cansaço, exaustão e pessimismo. Depois lembraste que o Natal está à porta e que te podes considerar numas mini-férias após a conferência e voltas a sorrir. Contudo, lembraste que as notas ainda não saíram e que poderás ter de fazer mais exames do que o suposto. Voltas a soltar uma espécime de suspiro aborrecido. Depois voltas a pensar em coisas positivas. Sim, é todo um círculo quase infinito que dentro em pouco será finito. E aí sim, poderei dizer com alivio: 'UFF!'. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Natal veio mais cedo...

E por isso, deixei as velhas máquinas pesadas e 'grandalhonas', para entrar nesta nova Era de telemóveis xpto, que fazem tudo e mais alguma coisa. Resultado: aderi ao Instagram. E agora ando sempre de telemóvel na mão a tirar fotografias de tudo o que gosto e me inspira. Para quem ainda não me segue por lá, procurem por dianamariarebelo. 




sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Híbrido e estiloso

Não precisei das aulas de Teorias da Cultura para saber que hoje em dia os estilos de homens e mulheres se misturam e confundem. Basta viajar por aqui, pela blogosfera, pelo tumblr, etc, etc. Mas nem por isso a aula foi menos interessante, ou me fez pensar menos (ou mais) sobre o assunto. Apenas me fez depreender que é, efectivamente, uma questão interessante. Mas pronto, isto são peanuts, ou seja, não interessa para nada, a não ser para vos fazer uma ligeira contextualização. 
Ora bem, o relevante é isto: andava eu nas minhas voltinhas habituais pela lista de blogues que sigo e eis que chego ao Tony Stone in Black.  Ele tem imensa pinta e é dos pouquíssimo blogues produzidos por homens  que sigo - as meninas irão perceber o porquê, e alguns rapazes também. A questão é que cheguei a esta fotografia, e pensei "Olha, da cintura para baixo podia ser eu! E tenho um chapéu igual". E lá me lembrei da aula sobre o homem híbrido e as 'confusões' de identidade e blá, blá, blá

hotoshoot by Pauline Darley for BlackXS event with Ellie Goulding.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

E por falar em fantasia, vejam só quem saiu do armário

Entro na velha papelaria e a senhora diz-me de imediato: "Ai menina, está tanto frio para vestir essas coisas". A respostas também foi imediata: "Nunca está demasiado frio para estarmos bonitas". Ela sorriu e perguntou "Tabaco?" - "Sim, e por hoje é só." 


domingo, 25 de novembro de 2012

O mundo da fantasia

Tem piada. Quando era miúda, não ligava muito a essas coisas do 'mundo encantado'. Das estórias encantadas, dos príncipes e princesas. Sempre fui uma criança muito racional, e talvez demasiado madura para a idade. Agora tenho 20 anos e rendo-me à fantasia. Às estórias de encantar, ao mundo criativo e imaginário. Começou com o Star Wars, depois com Game of Thrones, seguiu-se The Hunger Games, com outros filmes e outras estorietas pelo meio. Hoje sinto que necessito desse mundo fantasioso e criativo. Desse mundo que não existe, mas que todos gostávamos que existisse, de uma forma ou de outra. 
Hoje, com 20 anos, entendo que eles são o nosso escape. O melhor escape de todos. E compreendi-o com Once upon a time, a realidade é debatida com a ficção e esse tal mundo encantando, de príncipes e princesas, personagens imaginárias e mundos sonhados. Não deixa de ser curioso que tudo isso aconteça - a minha necessidade de me ligar à ficção, ao imaginário -, por via das séries, dos filmes, dos livros. Às vezes penso que perdi imenso em criança, ao não me ligar muito com este lado. Outras vezes penso que é, era, apenas uma característica minha que fez de mim aquilo que sou hoje: uma pessoa directa, sem papas na língua, crua (demasiado crua, por vezes) e racional (demasiado, por vezes). 
Hoje penso: 'Talvez me devesse apenas deixar levar. Entregar a esses sonhos e fantasias'. Mas, por outro lado, sinto que o meu 'castelo' desabou. Contudo, imagino a minha vida e o meu destino pelo correrio de meia dúzia de personagens que sempre ouvi na minha infância, mas com as quais nunca criei laços. Crio-os agora. E.. deixo-me levar, por aquele que parece ser um mundo de sonhos, bem mais apetecível que o mundo real, aqui tão perto. Por ele, e por uma garrafa meio cheia, ou meio vazia, de whisky. Parece que tenho de começar a apanhar as pedrinhas de novo; construir uma nova fortaleza; um novo castelo, repleto de novos sonhos e ideias. A vida não pode ser apenas isto, certo? Tenho de encontrar o 'mais', o 'para além de', nem que seja a ver episódios de Once upon a time








quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O Estado da Arte e eu...

Eu e o Estado da Arte... Pá, nunca haveremos de nos entender. Eu gostava imenso que pudéssemos ser amigos, mas porque raio têm de existir tantos autores, com tantas teses, ensaios e teorias?! E porque raio tenho eu de os conhecer a todos? E de os citar e de os referenciar... Pois, eu sei. É por causa do plágio. Mas eu não quero plagiar ninguém! Fiquem lá com os vossos lucros, eu só queria ter um pouquinho menos de trabalho. Ok. sou mesmo 'tuga. Vou-me calar e vou mas é continuar a minha tese. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Há coisas que adoro #3

Saia pencil (?) com All Star. Parece que em  Nova Iorque existem moças que me entendem. Nada como a sensualidade de uma saia justa pelo joelho, com a confortabilidade de um bom par de ténis. 

thesartorialist.com


domingo, 11 de novembro de 2012

Once upon a time - O que é que eu fui fazer?

Pois. Fui-me viciar em mais uma série. Mad Men só para o próximo ano, Game of Thrones igual, Girl também, e entretanto andava a ressacar de uma boa dose de fantasia. Comprei o primeiro livro da saga Game of Thrones - até para ir relembrando alguns pormenores para quando a 3ª temporada sair -, mas mesmo assim, sentia falta de uma boa série. Toda a gente andava a falar da Once upon a time. Comecei a ficar mesmo, mesmo curiosa. Fui ver o trailer, senti arrepios de emoção. Então pronto, lá me decidi a sacar a série (ups, eu sei), saquei a 1ª temporada toda, algo me dizia que era a melhor opção. 
Acabei de ver o primeiro episódio e confirmo: ainda bem que saquei logo a série toda, porque vou mesmo ficar viciada nela. Prometo fazer uma crítica mais aprofundada quando for mais adiante na série! Até lá, apenas posso garantir que, pelo primeiro episódio, vale a pena! 





Sobre a Margiela para a H&M

Gostei imenso da colecção. Sou muito magrinha, por isso, adoro as tendências oversize. Não me vou alongar muito na discussão da colecção e das tendências, (deixo isso para outro tipo de blogue), apenas quero dizer que, pelo meio de toda a colecção, houve uma pequena coisinha que me saltou, imediatamente, à vista...


Não é lindo de morrer?! 




sábado, 10 de novembro de 2012

Ver a série, e só depois ler o livro

É uma experiência um tanto ou quanto estranha! Mas eu devorei a série toda de Game of Thrones, e como a nova temporada só saí em Março (i guess), já vos expliquei, decidi comprar o livro e lê-los todos, pronto. O livro está super bem escrito e as semelhanças com a série são mesmo assustadoras! (Daí eles - os autores/realizadores -, afirmarem que a série terá umas 10 temporadas). Obviamente que o livro tem imensos detalhes e pormenores, mas eles encontram-se na série, de uma forma ou de outra. E a reprodução dos diálogos está muito semelhante. A adaptação é, portanto, uma das melhores dos últimos tempos. Claro que algumas partes estão meio diferentes, mas reafirmo, a série traduz quase, quase, quase, literal e integramente o livro. Tem sido um prazer rever toda aquela história fantástica, com os seus rostos e cenários em mente. 
Ontem, dei por mim a rir sozinha no comboio de volta a casa, enquanto lia uma das deliciosas deixas do Duende e o imaginava diante dos meus olhos a dizê-la. Quando levantei a cabeça, o senhor que estava sentado à minha frente olhava-me com estranha curiosidade (ahah). É claramente um livro e uma estória que nos possui e nos deixa completamente embrenhados pelas suas tramas. Sempre um prazer! 

sábado, 3 de novembro de 2012

Mad Men - o fim, por agora

Acabei, finalmente, de ver todas as temporadas disponíveis de Mad Men. Eu sei, demorei uma eternidade, mas Game of Thrones e Girls meteram-se pelo meio, tal como uns quantos filmes. Agora é esperar pela 6ª temporada que, fazendo spoiler, parece ir dar um saltinho pelos 'Havaís'.  
É aguardar para ver! Mas confesso que o episódio final da temporada me deixou logo com a pulga atrás da orelha, sacanas.

Happy B-day Anna

No dia em que Anna Wintour celebra-se o seu 63º aniversário - caramba, que já são tantos anos-, relembro a peça que escrevi sobre o seu documentário The September Issue, aqui, no desacordo

Parabéns Anna! Continuas linda. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Este País Não é Para Novos

Quem me conhece sabe que não podia ficar parada, por isso, criei uma página que pretende, também, ser um movimento: Este País Não é Para Novos.  

«Eles dizem que temos de emigrar. Afirmam não haver lugar para nós: licenciados, mestres e doutores. Mandam-nos emigrar. Pois bem. Se é para emigrar, se é para os melhores deixarem o seu país, que deixem. Nós deixámos! Não existe lugar para nós aqui, no país onde nascemos e crescemos? Tudo bem. Haverá lugar para nós noutro país. Outro país irá lucrar com o dinheiro que o Estado afirma ter investido
 na nossa educação. 

Eles dizem que a Troika nos ajuda e é a nossa única salvação. Eu tenho 20 anos, não devo nada a ninguém! No dia 15 de Setembro saí pela primeira vez para me manifestar e durante todo o tempo contive as minhas lágrimas. Lágrimas de dor, de desespero, de medo e de saudade. 


Eles dizem que temos de emigrar, que não têm lugar para nós. Pois bem, nós vamos. Se o meu país não tem lugar para mim, eu vou. Mas digo, convictamente: Devia ter! Eu nasci, estudei, fui criada aqui. Investi e invisto em mim todos os dias e quero realizar os meus sonhos aqui, em Portugal, em Lisboa. Mas se não é possível, eu vou. Vou para onde precisarem de mim, farei a minha vida conforme não planeie mas conforme o meu país me obrigou a fazer. E aviso já, não enviarei remessas para cá! Não passarei férias no ‘Allgarve’. E os meus pais que me visitem, ou venham passar a reforma comigo, pois com nem mais um tosto contribuirei para a economia deste país que me quer ver pelas costas. 


Eles dizem que temos de emigrar. Pois emigre toda a gente! Há-de chegar o dia em que nem uma empregada para lhes limpar a casa de banho terão. Há-de chegar o dia em que as empresas dos amigos não terão funcionários eficientes. Há-de chegar o dia em que se governarão uns aos outros e cairão no buraco que eles próprios criaram. Repito: Tenho 20 anos e não devo nada a ninguém! E os meus pais também não. 


Não quero saber de partidarismos, nem de outros movimentos, quero apenas afirmar que se este país não tem lugar para mim, para nós, eu vou e vocês também virão, eventualmente. 


Se ESTE PAÍS NÃO É PARA NOVOS, também não o será para ninguém. Por isso, que comece o luto!»

Divulguem a página. Coloquem a frase pelas vossas janelas e varandas. Vamos tornar Lisboa, e todas as cidades portuguesas. uma mostra de descontentamento. 




domingo, 28 de outubro de 2012

Para hoje, é isto #6

Apetece-me algo clássico, sofisticado. Linhas direitas e meio masculinas. Sapatos loafers, confortáveis, tão femininos como masculinos. Calças de tecido, com vinco, cintadas. Camisas ou camisolas oversize. É isto. Apetece-me ser o mais sensual possível dentro de um conjunto meio masculino. 




sábado, 27 de outubro de 2012

Game of Thrones, rendi-me ao livro

Não consegui resistir. A 3ª temporada só estreia em finais de Março. Tentei ler vários livros, mas ao fim de duas, três páginas perdia a vontade de continuar. Já o tinha namorado em várias prateleiras, pela Fnac, pelo Continente, mas o preço dava cabo de mim. Na 5ª feira vinha da faculdade e passei pelo Caís do Sodré para ir fumar um cigarro ao rio. Quando ia para a entrada do metro, deparei-me com uma senhora num Quiosque que vendia livros. Aproximei-me, só para dar uma olhadela, normalmente são livros velhos e sem interesse, mas desta vez encontrei várias delicias, ali, a preços MUITO mais acessíveis e completamente novos, ainda dentro dos plásticos e tudo. Pronto, não resisti e trouxe A Guerra dos Tronos I para ler. Fica a promessa de que lá voltarei! Com preços daqueles, minha senhora, ganhou uma nova cliente!  


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cenjor, parte II: Rádio

Só para fazer o resumo da experiência, o Cenjor de Rádio valeu mesmo, mesmo a pena. Para além de ter aprendido a escrever para rádio, algo que é extremamente difícil para mim, mas ao mesmo tempo muito aliciante, também tive direito a sentar o meu rabo numa cadeirinha e falar para o microfone. Sim, gravei som. E sim, espalhei-me ao comprido. Para além de dois gaguejos enormes logo ao início, ainda me saiu um "ai f*da-se!", automaticamente cortado da fita. A boa notícia é que afinal parece que não tenho assim tanta falta de jeito para a coisa, para além das gargalhadas à pala do "aí, f*da-se!". 

Enfim, basta-me apenas dizer: Workshop de Rádio no Cenjor: Recomenda-se!! 

A fotografia é da Vanessa, do A Woman's Diary

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O gin tem sexo?

Eu cá não sei. Quem o diz é a Vogue portuguesa - num excelente artigo, para que conste. Mas a verdade é que depois de ler a peça e as ínfimas possibilidades de preparar a bebida fiquei com desejo de experimenta-las. E mais! Fiquei com o enorme desejo de ter umas quantas garrafinhas de Gin e Whisky cá por casa. Sim, eu sou mais Whisky, mas Gin tónico com hortelã parece-me muito bem. E com framboesa e frutos silvestres parece-me ainda melhor. Parabéns Vogue! Deixaste-me com vontade de beber Gin. Continuo sem saber se o Gin tem sexo, mas pelos vistos tem sensualidade e está na moda. 


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Os sapatos vermelhos

Bem, pequei, pela segunda vez este mês. 
Mas não são a coisa mais linda e fofinha de sempre? 




domingo, 21 de outubro de 2012

Cenjor, parte I: Rádio

Não sei se sabem o que é o Cenjor, mas para estudantes de Comunicação e/ou Jornalismo é uma espécie de 'galinha de ovos dourados'. Por outras palavras, o Cenjor é o Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas. É um centro, onde o dinheiro é escasso mas o potencial é imenso e é, por isso, visto como 'O' centro. (Para além dos cursos serem tipo, caríssimos). 
Esta semana, graças a um miminho da minha faculdade que possuí um protocolo com o centro, tive a minha primeira experiência jornalística na área da Rádio. Nunca tinha feito nada relacionado com Rádio, programação, escrita, nada... Absolutamente, nada. A minha única ligação com a Rádio passa por uma adolescência com a CidadeFM, então Rádio Cidade e, actualmente, com a M80, Comercial e Antena 3. 
Pois bem, esta semana, treinei um pouco de programação. Aprendi por alto a editar som, sabendo os truques para que este não pareça editado. Honestamente, não é a minha praia. Não me peçam para editar e mexer em programas 'complicados'. Eu e as tecnologias temos uma relação o mais básica possível.
Agora, quando chegámos à parte da escrita radiofónica, enfim... deliciei-me, não é. Mas é super complicado! Eu estou habituada a escrever para imprensa. A pôr pozinhos de perlimpimpim, palhinha aqui, palhinha acolá - e por isto tudo entenda-se: embelezar o texto, de forma a torna-lo mais atractivo para o leitor. Na Rádio as coisas são bem diferentes. Temos de escrever as peças com 15/20 segundos. E o pior: temos de escreve-las como se fossem ditas, porque, na verdade, elas não vão ser lidas, vão ser ditas. Existe uma grande distância entre a escrita e a oralidade, e a escrita radiofónica alerta-nos para esse facto. 
Amanhã espera-me mais um dia de Cenjor. Desta vez, vamos brincar com o som, ou seja, vou descobrir se tenho voz ou não para a Rádio. Pessoalmente, acho que os meus colegas devem fugir. Mas... Anyway, desejem-me sorte! 

sábado, 20 de outubro de 2012

Mad Men - Zou bisou bisou

Morri. No primeiro episódio de Mad Men, da 5ª temporada, a Megan canta ao Don a sua versão de Zou Bisou Bisou, de Gillians Hills. É um dos momentos mais divertidos e sensuais da série. É delicioso! A sério.










Roger Sterling - Why don't you sing like that?
Jane Sterling - Why don't you look like him?


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Mensagem aos visitantes

Para aqueles que passam por aqui, principal para aqueles que têm um blogue, tenho uma mensagem a deixar. Não queria chegar a tanto, mas pelos vistos, terei de fazê-lo. O meu blogue é um espaço pessoal, onde partilho experiências, opiniões, coisas que gosto. Onde falo da minha vida, de uma forma ou de outra. Onde partilho críticas e procuro promover o debate. Quando criei o blogue criei-o com o intuito de ser um género de 'diário online', onde pudesse partilhar vários aspectos da minha vida, do meu quotidiano, e onde estes pudessem ser debatidos. Criei-o com o intuito de ser, acima de tudo, um espaço de partilha. 
Contudo, acho que têm sido feitos abusos. O meu blogue não é de todo o lugar, nem o espaço, para promover o que quer que seja. E por isto entenda-se, passatempos, giveaways, posts ou o tão famoso "Segue-me que eu sigo-te". Pois bem, eu não alinho nessas coisas. É uma opção minha e gostaria que a respeitassem. Por isso, a partir de hoje, comentários dessa natureza não serão aceites. 


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Mãe, a crítica

Acabei recentemente de ler o livro A Mãe. Já vos tinha falado sobre ele, mas agora gostaria de fazer mais umas declarações em tom de crítica e análise. Em primeiro lugar, faz todo o sentido que a obra seja vista como um clássico da literatura e, esse facto, deve-se à intemporalidade da obra. Escrito no início do século XX, referia-se aos problemas sociais e políticos no período anterior à Revolução Russa de 1917, com a queda do Czar e tudo mais. Ou seja, a obra fala-nos sobre a luta do povo pela liberdade, pela igualdade, pela fraternidade. O livro foi escrito em 1907, salvo o erro, por isso, antes da revolução. Não nos relata a revolução, relata-nos o sofrimento do povo e a sua luta. Relata-nos o acordar das consciências. 
Qualquer pessoa que lesse este livro no período salazarista iria ficar inspirado, da mesma forma que qualquer pessoa que o leia agora se iria sentir inspirado. Passaram 100 anos e os problemas continuam a ser os mesmos, a luta continua a ser a mesma, apesar das pequenas e grandes diferenças e mudanças sociais e políticas ocorridas. 
Outra das questões interessantes na leitura da obra é a possibilidade de se compreenderem alguns aspectos da cultura russa, alguns dos seus hábitos e costumes, bem como, a relação das línguas russa vs portuguesa. 
Em termos de escrita, a obra é bastante simples. Encontra-se numa linguagem bastante fácil de entender, fluída e apesar da utilização de expressões russas é bastante fácil interpreta-las.  

Recomendo
(Convém afirmar que, como qualquer obra Clássica, as estórias fluem suavemente e não são sofucantemente entusiasmantes) 

domingo, 14 de outubro de 2012

Para hoje, é isto #5

Já todos devem ter percebido que adoro preto. Adoro mesmo, é a minha cor de eleição, o meu 'porto seguro'. Ando louca por uns jeans pretos, mas ainda não encontrei nenhuns em ganga, apenas em tecidos meia ganga meio qualquer coisa. E, depois, chegou a altura de pensar em comprar uma botas de senhora. Este género de botins agradam-me imenso! 



sábado, 13 de outubro de 2012

Doc. Bill Cunningham NY

Hoje, e devido a um trabalho universitário que estou a realizar, vi o documentário sobre o fotografo Bill Cunningham que já me tivera sido recomendado por uma amiga antes. (Obrigada I., nunca falhas). O documentário chama-se simplesmente Bill Cunningham New York, e foi realizado em 2010, por Richard Press. 
Já tinha visto o documentário sobre a Edição de Setembro, focado no corrupio da Vogue americana e na própria Anna Wintour, mas este documentário tocou-me muito mais. Posso dizer-vos que o acabei com a lágrima no canto do olho e com o coração apertado, apertado de tristeza, de amor, de desejo, de sei lá.
Não quero fazer spoiler, mas o Bill foi um visionário. É um homem que vê e entende a moda segundo as suas ideias. Pouco importam as passerelles, importam-lhe as ruas, as pessoas e o que vestem. Ter crescido e vivido durante as maiores revoluções culturais concederam-lhe um toque único. Este senhor assistiu às maiores mudanças ocorridas no seio da moda, nas mulheres e nos homens. 
Sinto-me inspirada. No meio de tantos dramas, de tanta crise, a história do Bill inspirou-me. Tocou-me. Se ele vive num pequeníssimo apartamento, o dinheiro não lhe importa, mas faz o que gosta, eu também hei-de conseguir ter o meu pequeno apartamento, com as coisas que gosto e o meu emprego de sonho. O Bill foi um visionário, criou uma enorme tendência, uma enorme moda - o street style. Eu não peço tanto, mas se ele conseguiu, porque não conseguimos todos? Ele é apenas um homem normal, com sonhos, que tem uma coluna deveras importante num dos maiores jornais do mundo, o New York Times. O Bill Cunningham é um exemplo a seguir! 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O caso do Público e dos outros

Tomei hoje, com tristeza, conhecimento da reformulação e dos despedimentos que irão ocorrer no seio do jornal Público. É, a par do Diário de Notícias, um dos jornais que mais compro. Tenho o hábito de comprar jornais todas as semanas. Por mais que siga de forma online as notícias, e que jante a ver o telejornal, não há nada como folhear aquele bocado de papel, ficar com as mãos sujas, e deixar-lhe marcas vermelhas de verniz pelas páginas. 

Conversava hoje com o meu pai sobre estes despedimentos. Ele tinha acabado de chegar do café onde fora para ler o jornal e, como normalmente, o jornal que o café dispunha era o Correio da Manhã. Então, ele dizia-me"O CM dá às pessoas o que elas querem: noticias de mortes, desastres, coisas que não interessam a ninguém, basicamente. Ler um jornal que fale de política ou de economia dá trabalho. Uma pessoa tem de pensar. Têm de pensar enquanto lêem e têm de pensar depois. Isso dá trabalho".  
Ele tem toda a razão, e isso deixa-me ainda mais triste. Não que não deseje toda a sorte ao Correio da Manhã e a todos os outros jornais mas, caramba, porque raio gosta o povo de se perder com coisas fúteis? Porque raio prefere o povo ser ignorante? 

Ontem, enquanto estava no hospital, vi a Casa dos Segredos. Numa sala de espera, cheia de gente, com tantos canais, a televisão estava justamente na TVI. Por brincadeira, e dentro da programação da Casa, uma repórter veio para a rua colocar questões de cultura geral às pessoas. Dá para acreditar que uma senhora respondeu que a TSU, e passo a citar, "é mais uma coisa que eles nos querem tirar"? E que uma jovem, provavelmente uma estudante universitária, afirmou que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, era "o... o... o... Paulo?! Paulo Futre" (risos) ?!

Enfim... Toda esta conversa para dizer que acredito que a crise que assombra a imprensa reflecte esta falta de desinteresse do público. Quer pela política, quer pela economia, quer pelo estado do país e da nação, quer, e acima de tudo, pela cultura. Honestamente, acho que a crise não veio ajudar em nada. Se o dever das pessoas deveria ser informar-se, formar uma opinião, estudar a situação, analisar e assimilar a informação de modo a tornar-se um cidadão activo, opinativo, e lutador da sua causa (não da causa geral, do "só porque isto está mau"), as pessoas preferem desligar. Preferem tornar-se máquinas, robots, seres vegetativos. 

Como tudo na vida, esta crise da imprensa é um ciclo, e um reflexo, não só do desinteresse da sociedade, como do determinismo tecnológico. E, nesta área, tenho uma opinião formada, e bem clara: dêem lugar aos jovens! As chefias dos media são, na grande maioria, ocupadas por jornalistas mais velhos, mais experientes, e é normal. Trabalharam toda a vida, merecem ganhar mais, e ter um lugar mais privilegiado na hierarquia. Contudo, somos nós, jovens, que nascemos nesta nova era. Fomos nós que crescemos com o desenvolvimento de tudo: desde a televisão à internet. Deixem-nos falar! Ouçam-nos! A experiência deve ser aliada à novidade, deve ser 'arejada'. O jornalismo só tem a ganhar connosco. Mas se não há dinheiro, se não existem anunciantes nem compradores, tudo isto se torna um ciclo vicioso, e a inovação fica para segundo plano, ou para um plano pouco correcto. 




sábado, 6 de outubro de 2012

Há coisas que adoro #2

Odeio cores. Odeio confusões. Tenho aversão à mistura de muita coisa. Gosto de padrões simples e gosto de cores básicas. Então, porque raio gosto eu tanto disto? São quatro padrões distintos, mais a mala, pelo menos 10 cores, mais uns óculos espelhados. Podemos ainda falar do quão disforme o conjunto é, ora largo, ora justo, ora irreverente, ora sensual. É uma completa manta de retalhos, mas é uma manta de retalhos bem bonita. 

Carolines Mode © stockholm-streetstyle.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Branco sobre branco

Já aqui escrevi sobre a minha adoração pelo branco, pela naturalidade e do prazer que retiro das coisas simples. Esta é mais uma imagem referente a estes factos. É branco, é simples, é confortável, é bonito, é divertido. É tudo o que se quer numa sala/quarto. É tudo o que quero no meu futuro T0, num bairro qualquer de Lisboa. 


sábado, 29 de setembro de 2012

Dilemas da escrita

Quando escrevo uma peça jornalística penso: "Espectáculo!", mas quando chega a altura de escrever um trabalho académico penso: "Estou lixada!". A forma de escrever uma e outra coisa é bem diferente ou, pelo menos, deveria ser. Invejo quem consegue conciliar ambos os estilos. É que eu não consigo mesmo. Tenho uma forma muito "crua" de escrever. Sou concisa, vou directa aos assuntos, não tenho jeito para rodeios nem para floreados. Nos trabalhos académicos isso daria jeito, especialmente porque temos um limite de palavras ou de páginas a cumprir. Estar algum tempo sem escrever trabalhos académicos também não ajuda, pois continuo a escrever segundo a norma jornalística e tendo ainda mais a pender para esta. Em suma, com uma tese e vários trabalhos para entregar, este semestre vai ser o terror. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A realidade do falso

Quem me conhece intimamente sabe que se há marca que venero é a Chanel. É uma adoração quase inexplicável. Começa pela própria personalidade de Coco Chanel, passa pelo ideal e pelas bases de confecção da marca, e chega a Karl Lagerfeld e às suas últimas colecções.
O que me entristece é saber que possivelmente nunca poderei adquirir nenhuma peça sua. Algo que eu gostaria imenso de fazer, não para ostentar poder económico ou riqueza, mas para satisfazer, quiçá, um capricho. Um desejo desmesurado, um sonho, uma fantasia. Não para passear a peça pela rua, mas para abraça-la, para admira-la e para contempla-la. As pessoas adquirem prazer ou satisfação das mais diversas coisas, eu adquiriria satisfação ao observar uma mala ou um casaco Chanel no seio do meu armário. Por enquanto, talvez tenha de me satisfazer com algo como o top abaixo. Seria uma falsificação, mas mostraria todo o meu real apreço pela marca. 




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A primeira aula do semestre

Pois é, o drama começou. Críticas, mal dizeres, palavrões, suspiros e irritabilidade. Estas são, talvez, as melhores expressões para descrever a primeira aula de qualquer semestre. É que a suposta primeira semana de aulas não conta. É para a praxe, para os copos ou, simplesmente, para dormir. A segunda semana é a sério. É a semana em que começas realmente a perceber quantos trabalhos tens para fazer, como funcionará o regime de faltas e de avaliação das cadeiras. É a semana em que percebes que tens dezenas de trabalhos para entregar numa mesma semana - bem, dezenas não, mas pronto, eu avisei, o drama começou. Tudo isto não deixa de ter uma certa piada. Se, inicialmente, o drama era do tamanho do mundo, agora não passa de um "O-M-G. Vou ter de abastecer a casa com Red Bull". (Marcas à parte, que ninguém me pagou para referi-las.) A verdade é que não existe um semestre que não pensemos o mesmo. Quando olhamos para a calendarização e percebemos a quantidade de coisas que teremos para fazer, colocamos as mãos na cabeça de aflição. Na dada altura puxamos os cabelos, esperneamos e o café nunca pode acabar. No fim, corre sempre tudo bem, com mais ou menos facilitismos. Acho que é como diz o ditado: «Nunca sabes o quão forte és, até teres de sê-lo». 

sábado, 22 de setembro de 2012

Ah e tal, começa o Outono...

O que tem os seus prós e contras:

Prós
O café e o chá saem das "prateleiras" para a minha barriguinha e começam a ter aquele toque especial que não têm durante o verão; 
Posso começar a usar casacos e malhas, sapatos e botas; 
Volta-se a carregar nos batons escuros, cereja, ameixa e por aí;
Vestir preto já não parece coisa de loucos;
Chegar a casa toda encharcada e tomar um banho quente;
As mantas e mantinhas também saem dos armários;
Já cheira a Natal! 

Contras
É toda uma confusão. De dia ainda faz calor, à noite já faz um frio de rachar;
Nunca sei o que vestir, ora tenho calor, ora tenho frio;
Começa a chuva. Adoro-a nos primeiros dias, enquanto fico em casa a ler um livro e a comer bolachas bebendo chá. Mas depois, é uma seca do caraças! Chapéu de chuva para aqui, chapéu de chuva para ali;
Começo a ter de usar mais roupa e eu odeio vestir muita coisa; 
Vou ter de ir às compras, abastecer o armário... Isto poderia ser óptimo, não fosse a crise...

E pronto, é todo um misto de emoções, sensações e demais, confusas e contraditórias. Não sei se gosto do Outono, se não. Por um lado, gosto, gosto muito. Uma das coisas simplesmente mais maravilhosas da vida é  puder partilhar uma manta e um chá, vendo um filme, enquanto chove lá fora. O pior é quando tens de ir lá fora. E chove torrencialmente, as estradas estão alagadas, e tens imensas coisas para fazer. Os dias também ficam mais pequenos. Escurece mais depressa... mas depois vêm as coisas boas, e voltam as más. E é isto.








terça-feira, 18 de setembro de 2012

Desabafos de uma viciada em Mad Men

Hoje, acabei de ver a 4ª temporada de Mad Men. E a questão que me assombra desde há uns episódios atrás é: Como é que alguém tão fantástico se torna tão horripilante? Já aqui falei sobre a minha adoração pela Betty. É linda, tem imenso estilo e achava-a uma mulher prendada. Achava-a uma boa mulher, mas todo o encanto se desvanece com o desenrolar da série. Não querendo fazer spoiler, acho que aqueles ditados sobre a beleza exterior não reflectir o interior e blá blá blá, se aplicam na perfeição. 
Mais logo parto, ansiosamente, para a 5ª, e última, temporada! 



sábado, 15 de setembro de 2012

15 de Setembro

Hoje sai à rua. Gritei, assobiei, cantei, bati palmas. Manifestei-me da melhor forma que posso. Não tenho conhecimentos político-económicos para puder apresentar as minhas soluções e alternativas. Mas tenho voz para refutar e manifestar a minha insatisfação perante o rumo que o país segue. 
Hoje saí à rua. Vi famílias, pais e filhos, avós e netos. Jovens, adultos e idosos. Pessoas de todos os quadrantes políticos, ali, a lutar pelos seus direitos. E afirmo: foi das coisas mais bonitas que já presenciei. Vi uma idosa a chorar na sua varanda, enquanto batia com os tachos e o povo gritava "Coelho para o tacho". Vi-a chorar. Vi-a distribuir beijos sobre os manifestantes. E contive as minhas lágrimas perante tal acto de humanidade, de desespero e de união. 
União. Foi isso que o povo fez neste 15 de Setembro. Uniu-se. Saiu para as ruas e gritou. Lutou. Para aqueles que ainda acham o povo 'manso', para aqueles que no conforto da sua sala criticam, tenho a dizer-vos: saíssem e sentissem ali, a força do povo. Acham que não podíamos ter pegado fogo à cidade? Podíamos. Acham que não podíamos ter partido vidros, arremessado pedras e outros objectos? Podíamos. Acham que não podíamos ter enfrentado os polícias que sofrem como nós, mas que cumprem o seu dever? Podíamos. Mas temos bom-senso. O povo português tem bom-senso, não é manso. 
Eu, que sou a favor de uma manif mais à séria, mais revolucionária digo, esta não era a ocasião para tal. Como referi, pelas ruas estavam crianças, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, idosos. Esta não era a manifestação ideal para causas estragos. Por essa aguardo, ansiosamente. 
Para aqueles que ficaram em casa, que foram às compras ou à praia, peço que liguem agora a televisão e vejam o que perderam. Para aqueles que acham que o governo faz o que tem de fazer, um jovem de 20 anos pegou fogo à sua própria pessoa. Sacrificou-se. Acham que não o devia ter feito? Só ele sabe o que lhe passou pela cabeça. Só ele sabe da sua situação. Mas, meus caros, é este, cada vez mais, o retrato da nossa sociedade. 



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

FNO, e outras actividades de mulher

O serão começou com o discurso de António José Seguro. Momento em que nos reunimos na sala para ouvir. Como me calhou a mim a tarefa de fazer o jantar, após o seu discurso, lá fui eu para a cozinha. Nada de especial: Massa com Atum e Natas. É provavelmente um dos pratos mais confeccionados pelos estudantes universitários, mas nem por isso deixa de ser tão agradável e delicioso. Enquanto o Dr. Passos Coelho discursava, jantámos, com tangos e índios. Por tangos entenda-se groselha com cerveja e, por índios, entenda-se sumo de laranja com groselha. Foi, definitivamente, o dia da groselha. Como não podia deixar de ser, de seguida, lá fomos nós para o Fashion's Night Out. Lisboa estava lindamente num caos. Pessoas, pessoas e mais pessoas. Nunca vi tanta gente pelas ruas. Estava uma noite agradável. As pessoas riam e conversavam alegremente. O evento foi fantástico! Não esperava uma coisa tão em grande. Para acabar a noite, descemos até ao Cais do Sodré, onde fomos beber um copo à Pensão Amor. E é assim que nós, miúdas, jovens mulheres, passamos um bom serão, nos divertimos e descontraímos.